Em julho de 2013, polícia espanhola apreendeu 17 réplicas dos superesportivos italianos. Montadora acusa José María Calero de falsificação e se diz confiante de que vai vencer caso

Ferrari não gostou de saber que réplicas de seus carros estava sendo construídas na Espanha
Divulgação
Ferrari não gostou de saber que réplicas de seus carros estava sendo construídas na Espanha

José María Calero era um mecânico espanhol desconhecido até chamar a atenção de uma grande montadora: ninguém menos que a Ferrari. Os italianos tomaram conhecimento do trabalho de Calero, mas não da forma como ambos gostariam.

Com ajuda da Internet, a Ferrari descobriu que a oficina do mecânico produzia réplicas dos seus carros em cima de chassis de antigos Toyota e os vendia por 40 mil euros (equivalente a R$ 129 mil), segundo o jornal " The Wall Street Journal ". A montadora alertou a polícia espanhola, que, em julho de 2013, fechou o negócio e apreendeu 19 réplicas da Ferrari e duas da Aston Martin.

A Justiça espanhola vai determinar agora se o trabalho de Calero é falsificação ou, como ele e outras pessoas do ramo defendem, arte.

Uma das questões que devem ser respondidas será quem colocou o logo da Ferrari nas réplicas. José María afirma que foram os clientes, conscientes de que não estavam comprando o carro original. A polícia discorda e diz que o mecânico baixou o símbolo em alta resolução e utilizou uma sofisticada impressora. Para Francisco Aguilar, que atua no mesmo segmento, Calero cometeu um erro de principiante caso tenha sido ele quem colocou os logos: "Nós não gostamos e acredito que, na verdade, isso desvaloriza nosso produto, que é algo mais".

A porta-voz da Ferrari, Joanne Marshall, afirma que a empresa está confiante de que vai vencer o caso, e embora nenhum juiz tenha sido designado, o próprio Calero declarou ao WSJ que os italianos já venceram. "Foi um investimento de 400 mil euros, criamos 13 empregos, tudo está indo para o ralo." O mecânico afirma ainda que um processo longo acabaria com seus recursos.

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