Modelo, nunca restaurado, chegou a competir duas vezes nas 24 Horas de Le Mans e conquistou etapas na Argentina e nos EUA. Valor pago pelo comprador torna o carro o mais caro já vendido no Reino Unido

Comprador desembolsou 24,1 milhões de libras esterlinas pelo modelo de 57, segundo jornal britânico
Reprodução/Twitter/Tom Hartley
Comprador desembolsou 24,1 milhões de libras esterlinas pelo modelo de 57, segundo jornal britânico

Quanto vale uma Ferrari dos anos 50 que nunca foi reformada, ou seja, tudo permanece exatamente igual como era na época, que participou duas vezes das 24 Horas de Le Mans e que já foi pilotada por Phil Hill, campeão de F1 em 1961, e Peter Collins em Buenos Aires e Sebring?

Segundo o jornal britânico Daily Mail, um comprador anônimo desembolsou 24,1 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 94,9 milhões) - maior valor investido em um carro no Reino Unido - pela Ferrari em questão, uma 250 Testa Rossa de 1957. O modelo, que chegou a ser doado para o Museu Henry Ford, nos EUA, pertenceu a Eric Heerema antes de ser vendido para Tom Hartley Jr., dono de uma concessionária na Inglaterra - foi ele quem revelou a venda, pelo Twitter. 

Apesar dos quase 60 anos anos de vida, a Testa Rossa de 57 acelera de 0 a 100 km/h em seis segundos e sua velocidade máxima é de 268 km/h. Para Marcel Massini, historiador da Ferrari, trata-se de uma das cinco Ferraris mais importantes do mundo. "É valiosa porque está totalmente intocada e não foi restaurada, tudo é genuíno e original", declarou Massini ao Daily Mail.

O carro que detinha a marca de mais caro do Reino Unido também é da montadora italiana e também passou pelas mãos de Heerema: uma 250 GTO, vendida por 22,5 milhões de libras, valor equivalente a R$ 88,6 milhões).


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