De olho em homens que não têm tempo ou não gostam de fazer compras no shopping, marcas fazem "delivery de roupas" para que cliente as experimente e, caso ele não goste, as retira sem custo algum

Shopping, vitrines, provador e compras. A combinação pode não agradar boa parte dos homens, mas onde uns veem um incômodo, outros enxergam uma oportunidade de negócio. "Nosso público-alvo é de homens de 25 a 64 anos que têm em comum o fato de não terem tempo ou não gostarem de ir ao shopping, e por meio do nosso serviço, podem continuar se vestindo bem sem passar pelo estresse das compras", diz Guto Okamoto, um dos criadores do The Hunch Box , fundada em janeiro de 2013.

A "caixa de palpites" (em tradução literal) é um dos serviços voltados para quem tem certa fobia ou preguiça de fazer compras presenciais, como os donos do serviço, Vinícius D'Angelo e Okamoto. "Fizemos uma pesquisa, colocamos o site no ar e começamos a captar os primeiros interessados. Hoje, são mais de 10 mil cadastrados e enviamos mais de três mil pedidos para os nossos clientes", afirma Guto.

Vinícius e Guto, fundadores  do The Hunch Box
Divulgação
Vinícius e Guto, fundadores do The Hunch Box

Cada cliente cadastrado informa suas preferências de estilo e até de padronagens. É com base neste questionário que são selecionadas as peças (camisas, camisetas, bermudas, calças e malhas) que irão dentro da "box". 

Após receber a caixa em casa ou no seu trabalho (a área de entrega, válida apenas em São Paulo, é limitada), o consumidor tem até quatro dias para provar e se decidir se compra ou não antes que o motoboy retorne para retirar as peças. E só tira a carteira do bolso se efetivamente ficar com algo.

"HÁ POTENCIAL"

Na Conto Figueira , do estilista Bruno Passos, o sistema é parecido, embora ele se limite a camisas e calçados. A única diferença é que ao invés de comprar a peça na hora, o cliente a testa antes, em casa, e depois efetua a compra pela loja virtual. Passos lembra que no primeiro ano da marca, 80% das vendas se concretizava por meio do delivery. "Entrávamos em contato com amigos de amigos pelo Facebook oferecendo o serviço e a marca foi crescendo", conta Passos.

O estilista afirma que o sistema de delivery tende a funcionar melhor com o público mais jovem, com idade entre 24 e 35 anos, mas vê mercado para ampliar essa faixa: "Acredito que há potencial para atender qualquer homem que quer se vestir bem, conhecer coisas novas, mas não tem tempo para o provador".

Ambiente da Alfaiataria Persona, em São Paulo
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Ambiente da Alfaiataria Persona, em São Paulo


Com a Alfaiataria Persona , que tem oito anos, o atendimento é um pouco mais personalizado. O cliente vai até o local para tirar medidas e, posteriormente, recebe os mostruários de tecidos. "Nossos produtos principais são feitos sob medida, mas temos uma linha de semi prontos: peças pré-moldadas, cujos ajustes tendem a se aproximar de uma roupa sob medida", detalha o dono Aziz Neto. Aqui também o cadastro e a consultoria são oferecidos gratuitamente, e o cliente só paga o que comprar.

Para Aziz Neto, a procura por este tipo de serviço de serviço tem aumentado por gerar comodidade e privacidade a um clique de distância. O serviço ainda é restrito a São Paulo, mas a expansão deve ocorrer gradualmente.

SERVIÇO:

Alfaiataria Persona
Mais informações: site oficial

Conto Figueira
Mais informações: site oficial

The Hunch Box
Mais informações: site oficial

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