Aparelho utilizado em estudo de universidade norte-americana acompanhou o olhar dos voluntários e por quanto tempo eles ficavam fixados em determinados pontos de fotografias de uma mulher. E elas também observam mais as curvas do corpo do que o rosto

Segundo estudo, eles e elas reparam mais nos seios do que no rosto. Na imagem, a atriz Christina Hendricks
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Segundo estudo, eles e elas reparam mais nos seios do que no rosto. Na imagem, a atriz Christina Hendricks

Uma pesquisa conduzida por uma psicóloga da Universidade de Nebraska-Lincoln, nos EUA, com 65 pessoas - 29 mulheres e 36 homens - concluiu que eles, diante delas, costumam olhar mais os seios, a cintura e o quadril do que o rosto, e o mesmo comportamento também foi observado nas participantes do sexo feminino.

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Os voluntários utilizaram um aparelho que rastrea o olhar e mede por quanto tempo os olhos permaneceram fixados em determinado ponto. Imagens de dez mulheres foram apresentadas, e cada uma delas foi manipulada em programas de edição para aparecer de três formas diferentes: com curvas, sem e meio-termo.

Apenas imagens de mulheres foram mostradas durante o estudo, e os resultados indicaram que os voluntários de ambos os sexos fixaram o olhar mais na região dos seios, cintura e quadris do que no rosto - seios e quadris grandes e cinturas finas concentravam olhares por mais tempo.

"Vivemos em um cultura que retrata a mulher constantemente como um objeto. Quando você concentra seu olhar em mulheres do dia-a-dia, normais, nos concentramos nessas partes também", diz Sarah Gervais, responsável pelo projeto, ao jornal USA Today.

Para o pesquisador Kun Guo, que utiliza o mesmo equipamento em seus estudos na Universidade de Lincoln, em Londres, este tipo de estudo fornece informações mais objetivas do que questionários. "A beleza do movimento dos olhos é que ele não pode ser inibido", afirma.

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