Campanha "Drible o preconceito e marque um gol pela prevenção" fotografou quem passou nesta terça-feira pelo Icesp, na zona oeste de São Paulo. Objetivo é alertar o homem sobre a doença e exames que a diagnosticam na fase inicial

Ação de combate ao câncer de próstata aconteceu no Icesp, zona oeste de São Paulo
Brunno Kono/iG São Paulo
Ação de combate ao câncer de próstata aconteceu no Icesp, zona oeste de São Paulo

João é comerciante, Leonardo trabalha como cozinheiro e Saduro, o mais velho dos três, está aposentado, mas na manhã de hoje, todos fizeram uma ponta como modelos para a campanha “Drible o preconceito e marque um gol pela prevenção”, no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), na zona oeste da capital paulista.

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Promovida pelo Icesp, a campanha tem como objetivo alertar a população masculina sobre o câncer de próstata e a importância de exames preventivos da doença, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens e matou mais de 12 mil em 2010, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Fizemos o planejamento pensando neste homem que tem preconceitos de fazer o exame e usamos justamente o mote do futebol porque ele vai ter que parar com esse preconceito, vai ter que driblar e fazer um gol da prevenção”, diz Maria Helena da Cruz Sponton, psicopedagoga e coordenadora de Humanização do Icesp.

Para a psicopedagoga, apesar do preconceito que o homem tem com os exames preventivos, principalmente o de toque, eles estão mais “cientes do que têm que fazer”. “Não sei se hoje em dia tem ‘dedada’”, brinca Leonardo Costa e Silva, de 23 anos. Ao ser informado que a tal “dedada” é necessária, o cozinheiro ri: “Não tenho preconceito, não. Se chegar no momento da minha vida que tem que fazer, tem que fazer”.

Veja fotos da campanha "Drible o preconceito":

Quem já passou pelo susto de ser diagnosticado com a doença foi João Oliveira Souza, comerciante autônomo e 30 anos mais velho que Leonardo. Operado neste ano, ele descobriu ser portador após o exame de PSA. “Ano que vem, em maio, eu faço uma nova avaliação para ver minha situação”, afirma. Já o aposentado Saduro Yamaji, de 58 anos, esteve no Icesp para acompanhar a esposa, em tratamento, mas relatou não ter medo ou preconceito. “Fiz [o exame de toque] na minha cidade, em Osasco, uns quatro ou cinco anos atrás”.

“Paciente que chega [ao hospital] é porque tem motivo para vir. Quando estão bem a maioria não se cuida”, alerta Flávio Calvetti, de 80 anos, aposentado, economista antes disso e atualmente voluntário do HC. Neste sábado, dia 30, a campanha chega ao fim com uma partida de futebol entre pacientes e urologistas. As fotos devem ser expostas em breve no próprio Icesp.

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