Problemas de saúde, declínio cognitivo e perda de entes queridos são alguns dos fatores apontados como responsáveis em uma pesquisa conduzida com 1.315 homens

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Em "Gran Torino", Clint Eastwood vive um solitário e rabugento ex-militar

Um estudo conduzido por pesquisadores da Oregon State University e Boston University, ambas nos Estados Unidos, concluiu que os homens tendem a lidar com uma menor carga de estresse e tensão por volta dos 50 anos em diante, mas, que a partir dos 70, eles começam a ficar mais infelizes e ranzinzas por conta de fatores como problemas de saúde, declínio cognitivo e perda de entes queridos.

"No geral, a vida fica melhor à medida que você envelhece no sentido de que você tem, em média, menos preocupações e responde melhor a elas do que os adultos mais jovens", diz Carolyn Aldwin, líder do estudo e professora de gerontologia na Oregon State University, ao site da faculdade . "Mas, assim que você chega aos 70 anos, a forma como você reage às preocupações pode estar ligada aos seus recursos", pondera a pesquisadora.

O estudo, publicado no mês passado no jornal Psychology and Aging , examinou dados de 1.315 homens, a maioria deles ex-militares e com idades entre 53 e 85 anos, observados por um período de 15 anos (1989-2004).

Todos fazem ou fizeram parte de um estudo anterior, iniciado em 1963, o Veterans Affairs Normative Aging Study, que tinha como objetivo analisar a validade de três modelos sobre as reações ao envelhecimento. O primeiro diz que níveis de felicidade e infelicidade são estáveis ao longo da vida, com picos ocasionais para cima ou para baixo; o segundo defende que a vida melhora com o tempo; enquanto o terceira afirma que ela piora rapidamente após os 80 anos. O trabalho de Carolyn encontrou fundamentos nos três modelos.

"O que descobrimos é que 80% dos homens estudados disseram que os aborrecimentos da vida enfrentados quando eles chegam aos 50 anos diminuem até os 65 ou 70 anos de idade, mas que depois disso eles voltam a aparecer com frequência. Reciprocamente, cerca de 20% dos homens dizem ter vivenciado mais experiências edificantes até os 65 ou 70 anos, e a partir daí elas começaram a diminuir", diz Carolyn.

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