Para Stephen Beaumont, autor de "The Pocket Beer Guide" e "The World Atlas of Beer", ingredientes e madeiras da região são uma forma dos cervejeiros brasileiros imprimirem sua marca na bebida

Stephen Beaumont está no Brasil para alguns seminários
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Stephen Beaumont está no Brasil para alguns seminários

Coautor de guias como "The Pocket Beer Guide" e "The World Atlas of Beer", Stephen Beaumont é uma "personalidade" do mundo cervejeiro, de forma que as pessoas param – e pagam – para ouvir o que este canadense de 50 anos tem a dizer.

Na noite de ontem, Beaumont esteve no Instituto da Cerveja, em São Paulo, onde falou sobre estilos das escolas ao redor do mundo, como belga, norte-americana, alemã, japonesa e até neozelandesa, e, o que realmente interessa aos adeptos do "beba menos, beba melhor", das tendências e do atual momento do mercado cervejeiro do Brasil.

Em entrevista ao iG , o especialista comparou o Brasil de 2014 à Itália de 2005: "Muito entusiasmo, mas ainda com alguns problemas, a oxidação da cerveja, por exemplo. Acho que o progresso aqui tem sido rápido, muito parecido com o que houve na Itália a partir de 2005".

Beaumont, que veio ao País pela terceira vez, enxerga o Brasil como um "mercado jovem, tentando colocar os pés no chão", e diz que entregar uma cerveja boa ao consumidor é, hoje, o "maior desafio", além dos impostos. "Se as microcervejarias conseguirem convencer o governo a reduzir as taxas, teremos um crescimento mais rápido. Mercados se abrem com as microcervejarias, e um jovem como esse precisa delas, não se pode desprezá-las."

O canadense também considera importante países emergentes do mundo cervejeiro inserirem a própria marca em suas cervejas, "seja com lúpulos ou outros ingredientes", e, no caso do Brasil, vê na Amazônia como chave para isso. "É um jeito de colocar uma assinatura na cerveja brasileira. Há ingredientes e madeiras que nem os brasileiros conhecem, a forma como você pode brincar com isso é muito empolgante." Entre os rótulos nacionais provados e aprovados, ele cita a Amburana Lager, da Waybeer, e as da Amazon Beer.

"GOSTO DE BEBER COISAS DIFERENTES O TEMPO TODO"

Questionado se tem um top 3 ou top 5 de cervejas preferidas no momento, Beaumont responde que não é capaz de fazer uma lista. "Isso muda o tempo todo. O que gosto de beber hoje será diferente do que gosto de beber amanhã. Tenho umas 50, 60 cervejas em casa, isso só na geladeira. Gosto de beber coisas diferentes o tempo todo."

Aproveite o frio e aprenda a harmonizar cerveja com chocolate:

* Bebidas alcóolicas são proibidas para menores de 18 anos. Se beber, não dirija.

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