Bruno Foster é o primeiro brasileiro a jogar a principal final do WSOP, valendo mais de R$ 20 milhões, e ele conta que qualquer um pode ser bom no pôquer. Veja os conselhos que ele dá

Quer tentar a vida como jogador de pôquer? Vá com calma, aconselha Bruno Foster
Getty Images/Joe Raedle
Quer tentar a vida como jogador de pôquer? Vá com calma, aconselha Bruno Foster

Jogadores profissionais de pôquer geralmente têm um início muito parecido no esporte. Bruno Foster começou usando feijões de fichas com amigos da faculdade, André Akkari nem era fã de jogos de baralho, mas se apaixonou após trabalhar em um site de pôquer online.

Quem vê Akkari levando mais de US$ 600 mil com o bracelete de ouro do WSOP em 2011 ou Foster perto de US$ 10 milhões no dia 10 de novembro, em Las Vegas, sente-se seduzido a tentar a vida no pôquer e mudar a própria vida. No entanto, é preciso ir com calma. Nenhum dos dois passou a ganhar da noite para o dia. A pedido do iG , Foster lista sete conselhos que o ajudaram a se tornar um "November Nine".

1. LEIA MUITO
Pesquise, procure, leia. Tente entender cada vez mais o que você está lendo. Não precisa comprar todos de uma vez, compre um, leia, jogue e treine. Gostou? Compre outro. Eu indico Dan Harrington , David Sklansky , autor de "Teoria do Poker", e o Leo Bello , ele é muito bom para quem está começando.

2. JOGUE BASTANTE
A experiência de jogar é o que faz você tomar as decisões corretas. Lembre-se que não é jogar entre os amigos, jogue na Internet ou procure então por clubes de pôquer, tem no Brasil inteiro.

3. TENHA PACIÊNCIA
"Não acontece tudo de uma vez só, tem que ter muita paciência. Procure se desenvolver, depois que você já leu bastante, já participou de torneios, eu indico "coaching". Hoje eu pago para caras de fora me instruírem. Tudo que você conseguir assimiliar de alguém é válido, pegue um coach para evoluir.

4. CONCENTRAÇÃO
Sentou-se à mesa para jogar? Não é para ficar no celular. Eu, quando sento para jogar, eu desligo. Você deve ter isso. Você sempre deve tentar desenvolver ao máximo sua percepção, preste atenção nos adversários.

5. SEJA AUTOCRÍTICO. NÃO CULPE AS CARTAS
Ter essa autocrítica te faz evoluir. Se você tomar uma decisão errada, analise, você não perdeu porque deu azar. Isso é uma coisa muito importante no meu pôquer, se acontece algo ruim, eu trago para a minha responsabilidade. Não é culpa do baralho ou do "dealer".

6. NÃO LARGUE TUDO PARA SER JOGADOR DE PÔQUER
A chance de dar errado é enorme. Largar tudo para fazer alguma coisa nem sempre é a melhor opção. O pôquer te dá, assim como me deu, uma janela na qual você pode jogar e ter sua faculdade, casar, ter sua vida. É possível jogar no final de semana e ser bom sem largar tudo. Nunca larguei nada, nunca deixei de fazer nada. Se você não se der bem no início, você ainda tem o outro lado da vida.

7. AO INVÉS DE LARGAR TUDO, DEDIQUE SEU TEMPO LIVRE
Faça o seguinte: tire um tempo livre que não atrapalha sua vida para o pôquer e, nesse tempo, dê o máximo de si. Vai ser melhor. Você pode ser jogador profissional a vida inteira. Se não der certo, você tem seu emprego, sua família, sua formação. O pôquer permite isso, e isso tem que ser explorado. Não aconselho ninguém a largar tudo e viver do esporte. Aconselho a jogar. Jogue, se dedique, se apaixone. Não é legal viver do pôquer, quebrar e acabar com sua vida. Não é o pôquer que faz isso, é você.


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