Pesquisa aponta que quanto menos atraente o homem se sente, mais riscos financeiros ele tomará ao se deparar com um modelo bonitão em propagandas

David Gandy, um dos modelos mais bem pagos do mundo, já apareceu sem camisa em diversas propagandas de moda
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David Gandy, um dos modelos mais bem pagos do mundo, já apareceu sem camisa em diversas propagandas de moda

Prepare-se para ver mais homens sem camisa nos comerciais - e prepare o seu bolso também. Ao contrário do que se pensava, não são as mulheres lindas e sensuais usadas nas campanhas publicitárias que fazem os homens gastar mais. De acordo com uma nova pesquisa, são as propagandas com homens bonitões e sem camisa que encorajam os marmanjos a abrirem a carteira.

O estudo, realizado pela Universidade de Tecnologia de Sidney (UTS), na Austrália, mostrou que os homens ficam mais dispostos a correr riscos financeiros quando se deparam com alguém que eles consideram ser mais atraente do que eles. E quanto mais o cara se julga como sendo 'feio', maior é a chance de ele gastar toda a sua grana ao ver algum modelo bonitão.

Cristiano Ronaldo para a Armani
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Cristiano Ronaldo para a Armani

Segundo Eugene Chan, professor responsável pela pesquisa, isso se deve a um instinto natural do ser humano. O homem que se sentir em desvantagem em relação à aparência física tentará compensar isso ganhando mais dinheiro para atrair uma parceira.

"Um homem em uma pose sugestiva, ou um homem que é fisicamente em forma, pode facilmente criar essa reação", conta o pesquisador.

Para chegar à essa conclusão, o pesquisador Eugene Chan dividiu 180 homens e mulheres heterossexuais em grupos e mostrou diferentes imagens publicitárias com modelos masculinos para os homens e com modelos femininos para as mulheres. No entanto, enquanto alguns modelos das fotos tinham uma aparência regular, ou seja, não eram super malhados, outros eram do estilo galã de novela.

Separadamente, após olharem para as fotos, os participantes responderam a um questionário em que tinham de escolher entre várias propostas de apostas com diferentes riscos financeiros, mas com resultados equivalentes. Por exemplo: você prefere a certeza de ganhar US$ 50 ou ter 50% de chances de ganhar US$ 100?

"Matematicamente, as escolhas eram equivalentes, mas uma delas era mais arriscada", diz Chan.

Como resultado, os homens que se julgaram menos atraentes do que os modelos bombados das propagandas da marca Abercrombie & Fitch tomaram decisões financeiras muito mais arriscadas do que os homens que se consideravam com aparência regular. Já os que se consideravam mais bonitos do que os modelos tomaram decisões bem menos arriscadas do que a média.

Já o resultado da pesquisa com as mulheres se mostrou diferente: ver as modelos super atraentes da Victoria's Secret não alterou em nada a vontade delas de tomar decisões arriscadas.

"É tudo subconsciente. Se eu vejo outro homem que é mais atraente fisicamente do que, eu o vejo como competição na hora de atrair uma mulher", conclui Chan.

O professor sugere que, logo que as instituições financeiras perceberem este comportamento masculino, não será incomum ver um comercial de um surfista bombado saindo do mar para investir todo o seu dinheiro em ações das bolsas de valores.

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