Relação de Klinger, Paula e Angélica está firmada em cartório, mas a conquista da declaração de união poliafetiva é só o começo para eles, que buscam agora o casamento

Lembra quando contamos aqui no iG Deles a história de Klinger de Souza, Angélica Tedesco e Paula Gracielly, trisal que vive um relacionamento diferente na cidade de Jundiaí , interior de São Paulo, onde ele é heterossexual e elas bissexuais, numa experiência chamada de "poliamor"?

LEIA A HISTÓRIA:  "Ela quis uma outra mulher no relacionamento e eu aceitei" 

Paula, Angélica e Klinger conseguiram uma declaração de união poliafetiva
Arquivo pessoal
Paula, Angélica e Klinger conseguiram uma declaração de união poliafetiva


Pois então. Nesta semana eles conseguiram uma grande conquista ao receberem a declaração de união poliafetiva, semelhante a uma declaração de união estável que é feita com um casal tradicional. Agora, por lei, a união está reconhecida, onde os três têm os mesmos direitos dentro da relação.

"Você faz a próprio punho, coloca o nome de todo mundo, com RG, profissão, estado civil, onde residem e todos os dados necessários. Declaramos que vivemos juntos desde tal data. E têm duas testemunhas com as assinaturas reconhecidas também", disse Klinger.

"E sai tudo na hora mesmo. O cartório valida as assinaturas e já dá a declaração para os três, saímos do local com tudo feito em questão de 30 minutos. Chegamos com a declaração feita, assinadas e tudo mais. Eles pegaram, reconheceram e nos entregaram de volta", completou o rapaz.


A declaração tem a mesma função do documento feito para duas pessoas. No caso de falecimento, por exemplo (bate na madeira), o seguro de vida de Klinger seria dividido entre as duas. Bem como direito a pensão, que elas também poderiam almejar. "Assim como todos os direitos de um casamento normal, como fidelidade, ajuda financeira mútua", disse.

Caso eu queira sair do relacionamento, eu teria direito a 33,3% do que conquistarmos daqui para frente"

E se acontecer uma separação? A união poliafetiva prevê divisão dos bens de forma igualitária. "Se uma delas tiver vontade de se separar, é feita uma verradura dos nossos bens e esse valor final é dividido entre os três. Ou em bens ou em dinheiro. A mesma coisa caso eu queira sair do relacionamento, eu teria direito a 33,3% do que conquistarmos daqui para frente", explicou Klinger.

Paula, Angélica e Klinger vivem um
Arquivo pessoal
Paula, Angélica e Klinger vivem um "trisal"


O trisal não vai parar na declaração de união poliafetiva. Os planos são muito mais ambiciosos, de acordo com Klinger. "A gente vai seguir adiante com isso e o próximo passo é tentar fazer uma certidão de casamento dos três. Vamos conversar antes e se estiver tudo certo, vamos com pessoas mais próximas, as meninas vestidas de noiva, eu de smoking. Não em igreja, não vamos nem tentar porque existe um tabu grande. Seria em cartório mesmo, e aí sim vamos fazer uma festa e tudo mais", completou.

O retorno de pessoas que gostam da ideia sobrepõe as pessoas preconceituosas"

O relacionamento do trisal ganhou até uma página no Facebook ( clique aqui e acesse ), onde eles procuram conversar com as pessoas, passar dicas de como resolvem os problemas dentro do trio e desmistificar um pouco esse mito de que o poliamor é uma coisa errada. "O retorno de pessoas que gostam da ideia sobrepõe as pessoas preconceituosas", avisou Klinger, que recebe diversas mensagens na rede social.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.