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A pesquisa aponta que o hormônio sexual masculino gera uma intensa busca por status, na sociedade atual, isso está muito atrelado ao consumismo

Gostar de coisas de marca, ter vontade de trocar de carro o tempo todo, se encantar por coisas de luxo  e desejar itens pode ter uma explicação biológica. Segundo informações do “The Economist Time”, uma nova pesquisa sugere que o desejo por coisas de luxo pode ser causado por altos níveis de testosterona.

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O estudo indica que altos níveis de testosterona podem induzir ao homem a desejar itens de luxo e de marca
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O estudo indica que altos níveis de testosterona podem induzir ao homem a desejar itens de luxo e de marca


Os autores desse estudo envolvendo os níveis de testosterona , publicado no periódico “Nature Communications”, explicam que uma das principais funções desse hormônio sexual masculino é gerar um comportamento que incentiva a busca por status e também de proteção por aquilo que é conquistado.

“No reino animal, a testosterona promove agressão, mas essa agressão está ligada a questão de demonstrar mais status", explica Colin Camerer, um dos autores do estudo, que atua no Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos.

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Camerer explica que muitos dos comportamentos humanos foram herdados da época dos primatas, isso significa que o homem continua querendo demonstrar status , porém, como a sociedade atual é capitalista e consumista, a melhor forma de demostrar isso não é através da força, mas sim das coisas materiais que possui. “Estamos substituindo a agressão física por uma espécie de agressão 'consumidora'”, diz o pesquisador.

Mais detalhes do estudo

O estudo contou com a participação de cerca de 250 homens na faixa etárea dos 18 e 55 anos. Para chegar aos resultados, parte dos participantes teve de usar um gel de testosterona na pele, enquanto outra parte usou um gel "placebo" (ou seja, sem nenhum princípio ativo).

Após usarem o produto, os homens foram mandados para casa e só voltaram para o laboratório cerca de quatro horas depois, quando os níveis de testosterona no sangue estavam no ápice. Ao retornarem, os participantes tiveram de avaliar diferentes mercadorias e indicar suas preferências.

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Na primeira etapa, foi solicitado que declarassem, usando de uma escala de pontos, o quanto gostavam de produtos associados a uma marca de alto status social e outros produtos semelhantes, mas de status social menor. Em uma segunda etapa, os homens tiveram de classificar uma série de anúncios de bens de consumo (como carros, óculos de sol e eletrodomésticos) que enfatizavam a qualidade, o luxo e o “poder” daquele item.

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Os resultados de ambas as etapas mostraram que os homens que receberam a dose de testosterona tiveram uma maior preferência pelos produtos de marcas mais luxuosas comparado aos homens que receberam o gel de placebo.

Para Camerer, os níveis de testosterona afeta não só os homens, mas também os animais que estão próximos dos humanos na escala evolutiva. “Os machos gastam muito tempo e energia lutando para estabelecer o domínio. Nós também gastamos muito tempo e energia lutando para estabelecer o domínio. Mas nossas armas, atualmente, estão atreladas ao que vestimos, dirigimos e a como vivemos e não a garras, punhos e músculos”, conclui.

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