Tamanho do texto

Raridade no mundo automotivo, veículo foi arrematado por US$ 40 milhões em leilão de 2010. Saiba mais sobre esse modelo projetado pelo filho do criador da marca


Bugatti Type 57SC Atlantic de Ralph Lauren, um das duas unidades conhecidas no mundo
Reprodução
Bugatti Type 57SC Atlantic de Ralph Lauren, um das duas unidades conhecidas no mundo

O que leva um carro a custar cerca de US$ 40 milhões (equivalente a R$ 85 milhões)? Antes de explicar o preço, foi esse o valor que um comprador anônimo desembolsou por um Bugatti Type 57SC Atlantic de 1936, adquirido em um leilão de 2010. Desde então, o autómóvel - o mais caro da história - se encontra em exibição no Museu Mullin de Automóveis, em Oxnard, na Califórnia.

Mas por trás dos milhões de dólares há uma espécie de Picasso para os amantes das quatro rodas. Das três unidades produzidas na década de 30, apenas duas sobreviveram ao tempo: a que se encontra no museu californiano e uma que pertence a Ralph Lauren, estilista norte-americano e colecionador de carros.

O desenho do Type 57SC Atlantic é obra de Jean Bugatti, primogênito de Ettore Bugatti, criador da marca - o próprio Jean teria montado e soldado os painéis de alumínio na lataria. O carro é baseado no Type 57, produzido em "larga escala" (685 unidades) e com motor de oito cilindros em linha capaz de produzir 135 cavalos de potência.

Já o Type 57SC vinha com 170 cavalos de potência, o que lhe rendia uma velocidade máxima de quase 200 km/h, isso em 1936 - não é de surpreender que outro veículo da marca, o Bugatti Veyron 16.4 Grand Sport Vitesse, alcance 408,84 km/h, recorde para um conversível.

O "S" no nome do modelo é de "surbaissé" (rebaixado em francês), enquanto o "C" corresponde ao compressor do motor, tecnologia até então avançada para a época. Uma prova de como este carro está ligado a seu projetista é o nome Atlantic, uma homenagem a Jean Mermoz, amigo de Jean Bugatti e dado como morto após desaparecer em um voo sobre o Oceano Atlântico, no final de 1936.

Se você leu atentamente o texto acima, viu que três modelos foram produzidos. O que aconteceu com o terceiro? De acordo com Andrew Reilly, curador do Museu Mullin, ele foi praticamente destruído. "Ele teve um encontro com uma locomotiva. Reza a lenda que o dono estava dando aulas de direção para a amante, quando o automóvel ficou preso em cima de uma linha de trem", diz Reilly ao site da Forbes.

Ouça o ronco do motor do Bugatti Type 57SC de Ralph Lauren:


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.