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Descubra com os mestres por que o estilo musical vai além do gosto pessoal

Louis Armstrong era um menino pobre de New Orleans que foi abandonado pelos próprios pais
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Louis Armstrong era um menino pobre de New Orleans que foi abandonado pelos próprios pais

Boa parte dos gêneros que a música pop engloba como uma ameba em fagocitose infinita, inclusive o que hoje chamamos de rock, está para o jazz assim como o “hambúrguer” está para vacas de diferentes espécies, cores e sabores.

Isso tudo porque os meninos querem apenas cantar junto, enquanto homens aprendem sobre si mesmos com a música; esse grande risco que se corre de abandonar o que é conhecido, confortável e fácil. Nadar na piscina é legal, mas tomar um banho de mar é, sem dúvida, uma experiência mais emocionante.

Veja a seguir o que grandes ícones do jazz internacional aprenderam com este estilo tão peculiar presente em suas vidas.

1. “Se você tem de perguntar o que é jazz, você nunca saberá”

Considerado “a personificação do jazz”, Louis Armstrong era um menino pobre de New Orleans que foi abandonado pelos próprios pais. Na vida e na música, o cantor e trompetista teve que aprender a improvisar cedo: aos 11 anos formou seu primeiro quarteto para descolar alguns trocados.

2. “Não tenha medo de erros, pois eles não existem”

Apesar de ter revolucionado a música no século XX com seu jazz modal e jazz fusion, o trompetista Miles Davis não era um cara dotado de um nível de habilidade técnica brilhante. Mas longe de ser um garoto acomodado, ele nunca se deu por satisfeito: sem apresentar seu registro baixo e minimalista com liberdade, Miles dizia simplesmente não conseguir tocar nada.

3. “Toque do seu jeito, não o que o público quer ouvir”

Meninos se tornam homens quando se fazem inesquecíveis. Amante da improvisação e das harmonias dissonantes, Thelonious Monk tinha uma personalidade avassaladora e idiossincrática. Não raro o pianista “esquecia” dos espectadores e largava seu piano no meio do show para dançar ao som de sua própria banda.

4. “Danem-se as regras: o sentimento é o que importa”

John Coltrane tinha tudo para ser apenas mais um pivete dispensável numa família religiosa da Carolina do Norte, no entanto se tornou um homem insubstituível. Por sua musicalidade suprema e improvisação sem igual, o jazzista chegou a levar o Prêmio Pulitzer pra casa. Mas não era pra menos: o impacto de seu som ultrapassou os limites do próprio jazz, influenciando até a música erudita.

5. “O jazz simplesmente acontece. Você apenas tem que estar presente”

Misturando padrões encontrados nos gêneros clássico, gospel, folk e blues, Keith Jarrett era um verdadeiro prodígio que parecia não conhecer limites ou o medo de arriscar. O garoto de três anos não esperou sequer virar homem para tomar a iniciativa: aprendeu a tocar piano clássico e ao cinco anos já aparecia na TV. As marcas registradas de Jarrett sempre foram as notas desafinadas e o uso raro do banquinho na hora de tocar o piano

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