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Pesquisa conduzida por professores de Columbia indica que é melhor ter um número exato em mente ao invés de arredondar sua expectativa de salário para cima

Se você está mais do que decidido a sentar com seu chefe para discutir um possível aumento salarial, uma pesquisa conduzida por professores da Universidade de Columbia, em Nova York, pode te ajudar na hora de dizer o quanto exatamente você merece receber a mais.

Estudo indica que é melhor pedir um número exato na hora de negociar o aumento salarial
Thinkstock/Getty Images
Estudo indica que é melhor pedir um número exato na hora de negociar o aumento salarial

Segundo o estudo da Escola de Negócios de Columbia, quanto mais exato o trabalhador for na hora de pedir o aumento, maiores as chances do superior pensar que ele fez as contas para chegar com um número tão preciso. Por exemplo, os professores sugerem que ao invés de pedir para receber R$ 5.000 por mês - um número redondo -, o funcionário deve pedir R$ 4.750. Números redondos indicariam que a pessoa não tem conhecimento do quanto ela vale ou do quanto o mercado está disposto a pagar por seu trabalho.

Principal autora do estudo, Malia Mason afirmou ao The Wall Street Journal que teve a ideia enquanto viajava por Praga, na República Tcheca. Malia conta que um taxista cobrou mil coroas tchecas (equivalente a R$ 108) por uma corrida, valor que ela sabia ser abusivo. "Isso me fez pensar o quanto nós usamos números redondos e o que isso diz a nosso respeito", diz.

Após voltar de viagem, Malia conduziu um experimento com 130 pessoas, pedindo a elas que dessem um valor por um carro usado. Os que deram um número redondo acabaram pagando em média US$ 2.963 a mais que os deram um número exato - esses pagaram cerca de US$ 2.256 a mais que a oferta inicial.

A professora afirma ainda que em uma eventual negociação salarial, o funcionário que pede US$ 63,5 mil (o salário nos EUA é calculado por ano, não por mês) costuma receber uma contraproposta de US$ 62 mil, enquanto o que pede US$ 65 mil está propenso a ouvir um valor na casa dos US$ 60 mil do empregador.

"Você corre o risco de assustar as pessoas ao falar um valor muito alto. Nós descobrimos que você pode ser menos extremo e se dar bem no final se pedir um valor exato", conclui Malia.


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