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Estudo conduzido por dois pesquisadores da Universidade de Stanford analisou o áudio de mil encontros rápidos, também conhecidos nos EUA como "speed dates"

Segundo estudo de Stanford, primeiro quatro minutos de conversa entre um homem e uma mulher podem determinar o futuro da relação
Getty Images
Segundo estudo de Stanford, primeiro quatro minutos de conversa entre um homem e uma mulher podem determinar o futuro da relação


Quanto tempo é preciso para homem ou uma mulher se apaixonar por alguém? O ditado popular afirma que isso pode acontecer à primeira vista, mas de acordo com um estudo conduzido por dois pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, quatro minutos é um bom tempo para determinar se a relação entre duas pessoas vai durar.

O sociólogo Dan McFarland e o especialista em linguística Dan Jurafsky recrutaram diversos estudantes de Stanford, uma das mais renomadas universidades no mundo, para participar de mil encontros rápidos, mais conhecidos como "speed dates". No "speed date", o homem e a mulher têm um determinado tempo para conversar, e decidem se dão andamento ao encontro a partir destes breves minutos - uma das cenas finais do filme "Hitch" exemplifica bem.

Segundo McFarland e Jurafsky, homens e mulheres veem na aparência o principal fator de atração em um primeiro encontro - eles gostam das mais magras, elas, dos mais altos -, mas essa impressão pode mudar consideravelmente em apenas quatro minutos de conversa. "Todos nós já encontramos alguém que nós pensávamos ser incrível, e quando ela abre a boca, você percebe que era diferente do que você pensou", diz McFarland ao site da ABC News.

Após analisar o áudio dos mil encontros, os pesquisadores concluíram que as mulheres fazem perguntas para manter a conversa em andamento, enquanto este artifício é utilizado pelos homens quando eles não têm nada a dizer - "você vem sempre aqui?" é uma pergunta com esse perfil.

O experimento também mostrou que as participantes se mostraram menos dispostas a escolher um parceiro do que seus companheiros da ala masculina, o que as torna muito mais seletivas, e o que nos leva a outro ponto da pesquisa. Em geral, os casais que se mostraram conectados tinham a mulher como protagonista e o homem como mero coadjuvante da conversa.

Uma das formas de agradar a mulher é interromper sua fala, mas não para desviar do assunto principal, e sim para fazer um elogio ou um complemento ao que ela estava falando. Os homens que fizeram muitas perguntas não tiveram um resultado positivo. Na dúvida, ouça mais e fale menos.

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