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Prisão Karostas, na Letônia, oferece aos hóspedes tratamento igual ao dado para seus antigos prisioneiros. Quem desobedece os oficias é punido. Diária custa cerca de R$ 33

Ideia da Prisão Karostas é oferecer aos hóspedes o mesmo tratamento dado aos presos de antigamente
Divulgação
Ideia da Prisão Karostas é oferecer aos hóspedes o mesmo tratamento dado aos presos de antigamente

Quem nunca ouviu um amigo dizer que se sente aprisionado no trabalho ou em casa, e o que mais precisa no momento é tirar férias? 30 dias longe de tudo são bem vindos, mas há quem aproveite a oportunidade para ficar preso, literalmente, sem ter cometido crime algum.

Essa é a ideia da Prisão Karostas (Karostas Cietum em letão), localizada em Liepaja, localizada na Letônia, às margens do Mar Báltico. De acordo com o site oficial, ali funcionou até 1997 uma cadeia para militares presos por insubordinação. Entre seus "convidados", a cadeia abrigou desertores do exército alemão, soldados soviéticos e "inimigos" do regime de Joseph Stalin.

Hóspedes devem obedecer os oficiais
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Hóspedes devem obedecer os oficiais

Stalin se foi há tempos, e nos tempos atuais, a cadeia deu lugar a um exótico hotel.

A diária no Karostas custa o equivalente a R$ 33 por pessoa, e dá direito a dormir em uma cama provavelmente não muito confortável em um quarto sem regalias, com armário, banheiro e guardado por portas ou barras de ferro, e café da manhã idêntico ao dos prisioneiros.

Para isso, no entanto, todos têm que assinar um acordo que, entre outras regras, diz que todo "prisioneiro" deve obedecer as ordens "oficiais" ou estará sujeito a punições como exercícios físicos, cuidar da limpeza ou até expulsão do hotel.

O site oficial alerta ainda que fenômenos misterioros têm ocorrido como barulhos de passos e lâmpadas que se apagam do nada. Não bastasse passar a noite em um lugar que já foi muito hostil, quem estiver disposto a pagar os R$ 33 da estadia deve estar preparado para levar alguns sustos.

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