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Pat Tillman defendia o Arizona Cardinals, da NFL, quando abandonou a carreira para servir no exército. Ele acabou morto por fogo amigo, em 2004, mas sua ex-faculdade deu um jeito para que ele liderasse o time em todos os jogos dentro de casa

Túnel em homenagem a Pat Tillman, jogador e soldado morto por fogo no Afeganistão, em 2004
Reprodução/Site oficial do Sun Devil Athletics
Túnel em homenagem a Pat Tillman, jogador e soldado morto por fogo no Afeganistão, em 2004

O aniversário de dez anos da morte de Pat Tillman é no próximo ano, mas até novembro ele terá o compromisso de liderar o Arizona State Sun Devils, equipe de sua antiga universidade, a ASU, em oito jogos. O primeiro foi ontem à noite, com vitória sobre o Sacramento State Hornets, por 55 a 0 - um ótimo começo de temporada.

Tillman não voltou dos mortos. Ele morreu em 2004, enquanto servia o exército dos Estados Unidos durante a invasão ao Afeganistão, após ser alvejado por engano pelos próprios companheiros. Como o Sun Devils "ressuscitou" o ex-jogador?

A universidade construiu o "Tillman Tunnel" dentro do estádio e colocou um painel com uma imagem sua na porta que dá para o campo, de forma que ele é sempre o primeiro da fila quando os jogadores se reúnem ali momentos antes de ir para o jogo. A próxima entrada do antigo camisa 42 será no dia 14 de setembro, contra o Wisconsin Badgers.

Antes de ir para a guerra, em 2002, Pat Tillman defendeu o Sun Devils e em seguida o Arizona Cardinals, clube da NFL, por quatro temporadas. Sua morte gerou uma enorme controvérsia nos EUA porque o fogo amigo não foi informado pelo governo norte-americano, que preferiu a versão de que o ex-jogador teria sido emboscado por inimigos. O episódio é explorado no livro "Onde os Homens Conquistam a Glória" e no documentário "The Tillman Story".

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