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Cerca de 66% das lesões graves em mulheres acontecem com cheerleaders. Nas universidades, número sobe para 70%. Em 2007, foram registrados mais de 26 mil casos

Cheerleaders do Tampa Bay Buccaneers, equipe da NFL
Reprodução/Site oficial do Tampa Bay Buccaneers
Cheerleaders do Tampa Bay Buccaneers, equipe da NFL

Pense duas vezes antes de acompanhar uma partida de basquete e futebol americano e dizer que é moleza ser uma líder de torcida. Segundo dados publicados no Journal of Pediatrics e divulgados pelo Yahoo! Sports, ser uma cheerleader é o esporte que provoca o maior número de contusões sérias em mulheres nos Estados Unidos.

Os números revelam que 66% das lesões permanentes provocadas durante a prática esportiva acontecem em mulheres que são cheerleaders ou que participam de competições de líderes de torcida.

Nas universidades, esse percentual supera os 70%. A pesquisa informa ainda que as garotas que seguram e absorvem o impacto das companheiras arremessadas para cima se machucam mais. Já o número de casos foi de 5 mil, em 1980, para mais de 26 mil, em 2007.

"Esses garotos e garotas - cerca de 3,6 milhões de americanos são cheerleaders, com a maioria mulher (96%) - correm risco. Isto deveria ser considerado um esporte, e eles deveriam ser tratados como atletas, não como meros artistas", diz Cynthia LaBella, médica e autora de um artigo sobre o assunto para o jornal Washington Post no ano passado.

Atualmente, 29 estados dos EUA reconhecem o ato de ser cheerleader como prática esportiva. Especialistas querem que os demais estados - são 50 - tomem conhecimento e passem a ter uma supervisão maior em cima da modalidade.

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