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Três Youtubers que tentam conquistar mulheres à moda antiga contam as suas experiências

Estamos vivendo uma era de alta tecnologia, onde cada vez mais os homens se escondem atrás de smartphones, computadores e redes sociais para tentar chamar aquela gata para sair. Ao mesmo tempo, claro, cada vez menos os caras abordam as mulheres pessoalmente, fazendo com que xavecos e cantadas fiquem ameaçados de extinção. Não estamos falando de baladas, porque com bebida na cabeça tudo fica mais fácil, mas no cotidiano mesmo, nas ruas.

Cada vez menos os caras tentam conhecer mulheres nas ruas
Reprodução
Cada vez menos os caras tentam conhecer mulheres nas ruas


Para falar um pouco sobre o assunto, o iG Deles conversou com três Youtubers que usam justamente esse artifício esquecido, o de parar moças nas ruas para iniciar uma conversa e pegar o número de telefone, mostrando que é possível sim ter sucesso à moda antiga. Eles também deram seus pitacos sobre assédio e a onda do "feminismo", bastante difundida atualmente.

ABUD SADEK, 22 anos
Canal:  AbudTV

"Os vídeos ajudam muito, mas eu não quero deixar explícito a teoria. Eu tento exugar demais isso para falar que a prática funciona. Não acredito que seja uma tendência, já que a maioria dos homens têm medo de abordar as mulheres. O bom da tecnologia é que ela ajuda as pessoas que são introvertidas e isso, de certa forma, impede que os homens tenham coragem de abordar as mulheres, é meio que uma zona de conforto que os caras têm".

Abud faz abordagem em um de seus vídeos
Reprodução
Abud faz abordagem em um de seus vídeos

"É óbvio que são tentativas e que cada pessoa tem seu número. A grande questão é como você lida com a rejeição. Muitos veem como algo ruim, mas eu vejo como um pontapé para alcançar seu objetivo. Prefiro ter um "não" de uma menina do que ter uma conversa duradoura e não virar nada. Eu até prefiro chegar em uma mulher no dia a dia do que em uma balada, com menos barulho. E isso é incomum, a maioria acaba se impressionando".

"A maioria esmagadora das mulheres age de forma tranquila. Às vezes ela não te dá a palavra, simplesmente não discute e sai andando, é o máximo que acontece. Mas acredito que ainda vá acontecer de eu abordar uma menina e ela achar que aquilo é um assédio, e não concordo com isso nem um pouco".

Confira um dos vídeos de Abud:


W. AMORIM, 22 anos
Canal:  Não é Sério! TV

"Eu sempre fui muito tímido e quando comecei o canal ainda era bem tímido. Mas eu queria muito fazer, então criei coragem e fui atrás. Nunca fui um cara pegador e isso melhorou meu desenvolvimento pessoal mesmo, que era enfrentar esse medo de abordar as mulheres. Eu me inspirei no que vi nos EUA. Eu era assim, assisti os caras de fora fazendo e pensei que poderia conseguir também".

W. Amorim conversa com garotas que acabou de conhecer na rua
Reprodução
W. Amorim conversa com garotas que acabou de conhecer na rua

"A cultura de que o homem precisa tomar iniciativa e chegar em uma mulher meio que construiu esse tabu de que o cara é obrigado a ter coragem de chegar na moça".

"Acredito muito em questões sociais e fico chateado porque algumas mulheres ficam bravas, falam que é assédio e tal. Minha ideia nos vídeos é criar uma situação diferenciada, inusitada, e criar o humor em cima disso. E fazer com que esse cara que não tem coragem possa ver que é possível. Gosto de vender a ideia de que não sou um cara bonitão, mas sim um cara comum e que, pela atitude e coragem, algumas meninas gostam".

"O feminismo é uma coisa verdadeira e que considero muito. Entendo o lado das mulheres, alguns caras não respetam mesmo, mas o que eu faço é mostrar que é possível iniciar uma conversa com alguém com uma frase engraçada, por exemplo. Tento ao máximo fazer com que não pareça um assédio, mas sim uma cantada normal e divertida".

Confira um dos vídeos de W:


GIORGIO BARONE, 20 anos
Canal:  BaroneTV

"Abordar uma mulher na rua é mais numa preparação psicológica. Vi os caras fazendo isso nos EUA e tentei aqui. Vi que era simples e fácil e sempre vou aprimorando mais. Mas muitas pessoas não sabem como lidar, acham que só dá para conhecer mulher na balada, bêbado, e depois ficar trocando mensagem. Por isso que muitas delas ficam surpreendidas quando eu chego e falo com elas nas ruas, não é normal nos dias de hoje"

Giorgio Barone conversa com garota para tentar o telefone dela
Reprodução
Giorgio Barone conversa com garota para tentar o telefone dela

"A chave do negócio é estar confiante, transmitir confiança para mulher. O principal é tentar. Ninguém vai conseguir de primeira, você está mais tenso e tal. Precisa de prática. A primeira vez é mais difícil, tem que sair da zona de conforto e tentar. Não cai do céu".

"Muitas mulheres, quando eu tento falar com elas, ficam assustadas e saem andando mais rápido, não dá nem para iniciar uma conversa. Elas ficam assustadas porque não é normal, até mais por ser São Paulo, uma cidade onde muita coisa acontece nas ruas. Podem pensar que é um estuprador ou outra coisa desse tipo".

Confira um dos vídeos de Barone:


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