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Desmistifique a subcultura que assume o gosto pela dominação e o sadomasoquismo

Acrônimo para a expressão "Servidão, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo", o BDSM ainda é tabu na sociedade ocidental, e geralmente remete a chicotes e correntes num calabouço escuro com pessoas vestindo couro. No entanto, a verdade sobre o BDSM é mais mundana e surpreendente do que isso, uma vez que até hoje a subcultura permanece apesar de qualquer preconceito. Se você já sentiu um arrepio poderoso ao levar um par de algemas pra cama com a gata, há grandes chances de que também aprecie a prática.

Livros como Cinquenta Tons de Cinza (2011), que ultrapassou as vendas de Harry Potter e Código Da Vinci no Reino Unido, mostram que o BDSM é simplesmente um fetiche mal compreendido pelo público em geral. Por causa disso, o site Ashley Madison, que ajuda mulheres e homens casados a encontrar parceiros de traição em todo o planeta, trouxe à tona alguns esclarecimentos sobre o hábito extremo, que insiste em nos lembrar que prazer e dor são dois lados da mesma moeda. Veja a seguir e abra a sua mente!

1 - Você não precisa ir longe demais: a meta é o prazer

Enquanto muitos acreditam que o BDSM revela o lado obscuro das pessoas e as fazem se sentir horríveis, a verdade é que os dominadores e mestres apenas farão isso se o indivíduo desejar ser maltratado deste jeito. O nível de dor que ele experimenta varia bastante de pessoa para pessoa, portanto a prática pode começar com um beliscão ou uma mordida na hora e lugar certos e ir até os jogos de sangue.

2 - A vergonha faz parte do BDSM

Um bom dominador sabe o que você gosta ou quando está indo longe demais. É claro que ele vai forçar a barra para conhecer seus limites, mas nunca irá ultrapassá-los. Se você está com alguém que está forçando a barra, a melhor coisa é partir para outra. A ideia é você transformar a vergonha em sentimentos positivos ao sair das sessões de BDSM, como satisfação e gratidão.

3 - Tudo depende do seu consentimento

Lembrar deste detalhe nunca é demais. Se a brincadeira não for consensual então será considerada estupro, o que não faz parte da subcultura BDSM. Sim, há pessoas que têm fantasias com estupro, porém nenhum desses jogos sexuais são praticados sem o consentimento de ambas as partes. De acordo com entusiastas, aqueles que quebram esta regra são banidos do universo BDSM para sempre.

4 - Vassalo e dominador devem seguir regras

Como dominador, você deve se preocupar com as necessidades da sua escrava, e ficar atento se ela pode suportar a dor até o fim. Você é obrigado a parar em qualquer momento se a palavra de segurança for dita, não importa o quanto queira continuar. Lembre-se que a confiança é a condição para a submissão.

5 - O poder está nas mãos do submisso

Pode parecer estranho, porém o vassalo é que dá o tom geral para a sessão, embora as nuances estejam fora de seu controle. Você tem que cumprir não somente as vontades da dominadora, mas também as suas! O principal é ter certeza que ela entende qual é o seu limite. Há tanto a opção de parar a sessão a qualquer momento, como seguir até as últimas consequências.

A recomendação de especialistas no assunto é não tentar usar brinquedos que você não sabe pra que servem e fazer muita pesquisa sobre o estilo de vida BDSM caso queira tentar algo um pouco mais sombrio com a parceira. Além disso, procure sempre manter a comunicação aberta: assim o que é pra ser legal não acaba estragando o relacionamento.

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