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Para Fernando Almeida, médico e chefe do setor de Disfunção Miccional da Escola Paulista de Medicina, não há um número de vezes que um homem pode fazer sexo por noite. "Transar muitas vezes chega a ser antifisiológico”, diz

Transar muitas vezes chega a ser antifisiológico, diz médico
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Transar muitas vezes chega a ser antifisiológico, diz médico

Você não foi feito para transar mais do que uma vez por noite. É o que diz Fernando Almeida, urologista e chefe do setor de Disfunção Miccional da Escola Paulista de Medicina. "Não existe número ou uma quantidade normal de vezes que um homem pode fazer sexo. O considerado 'normal' é uma vez e acabou", diz.

Fernando explica que tanto o homem quanto a mulher possuem um período de latência pós-sexo relativo, que pode ser de 30 minutos até seis horas, que zera o desejo sexual nos indivíduos. “Esse é o tempo em que não se tem desejo. Logo, a pessoa acaba forçando uma situação sendo que pode não ter vontade para demonstrar uma capacidade sexual. Existe um aspecto psicológico muito amplo em cima disso."

O especialista explica que as pressões da sociedade talvez influenciem essa questão. “Podemos atrelar esses tabus à uma indústria que vende sexo, que demonstra órgãos sexuais grandes, uma atividade sexual mais bruta, frequência de relações absurdas como uma pressão nos indivíduos sexualmente ativos. Por isso, as pessoas têm procurado cada vez mais consultórios para ajuda sexual”, alerta.

Além disso, o médico sugere que muitos casos de falha no aparelho reprodutor masculino são causados por cansaços físico ou emocional. “O cara se sente pressionado a transar mesmo sem vontade. Ele falha e o problema fica cada vez maior. É preciso, então, não tentar suprir essa qualidade de sexo com quantidade, mas sim conversar e, se realmente for necessário, procurar uma orientação para o casal. Afinal, esse tipo de terapia serve para os dois.

"Para tornar a vida sexual de ambos saudável. Fora isso, o ideal é tornar a prática qualitativa. Com calma, com vontade, carinho e atenção, de maneira que os dois se satisfaçam. Transar muitas vezes chega a ser antifisiológico”, completa Almeida.

A terapeuta sexual norte-americana Barbara Keesling, autora do livro "Sex: A Man's Guide", reforça a afirmativa: “O homem precisa controlar a situação. Isso gera muita pressão. Mas o mais importante não é dar uma noite repleta de sexo para a parceira e sim uma noite com sexo satisfatório. Muitas mulheres não gozam e se sentem satisfeitas porque o parceiro é atencioso e cria uma situação em que, para elas, gozar é secundário".

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