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Sexólogo explica como dor, pés, roupas, acessórios, urina e até fezes podem dar mais prazer para a pessoa do que a penetração

Os fetiches sexuais estão no imaginário de muita gente. São diversas as fantasias que envolvem o tema e sair do convencial pode esquentar - e muito - a relação.

Fetiches sexuais são diversos e muitas vezes a pessoa sente vergonha de revelar a fantasia
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Fetiches sexuais são diversos e muitas vezes a pessoa sente vergonha de revelar a fantasia


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Para que os fetiches funcionem e as fantasias sexuais possam ser colocadas em prática, o casal deve estar na mesma sintonia. A coach de relacionamentos Cátia Damasceno fala que a pessoa só deve fazer o que se sente confortável, pois o sexo é algo recíproco. “É importante respeitar os limites da parceira e também saber impor os seus, evitando assim qualquer sensação de desconforto ou dor, já que ambos estão em busca do prazer”, afirma.

O desejo por algo diferente é aflorado durante a vida ou é um comportamento aprendido. O sexólogo João Borzino explica que os fetiches são algo lúdico do adulto que possui fantasias por brincadeiras sexuais. Eles complementam a relação sexual. 

Entretanto, há também o fetichismo, que é considerado uma parafilia, ou seja, o prazer não está associado à penetração. “O fetichismo vira algo exclusivo em que só sente excitação se o sexo envolver o fetiche. Por exemplo, um homem que só consegue transar se a mulher estiver de salto alto”, diz.

Os especialistas listam alguns tipos de fetiche e situações de fetichismo: 

Sadomasoquismo e bondage

O sexólogo conta o sadomaquismo é um fetichismo, e normalmente envolve uma “imperatriz” que manda no indivíduo que sente desejo em ser torturado, pisoteado, chicoteado, algemado e outros tipos de ações que envolvem dor e que os façam sentir vulneráveis. “Essa forma de relação não envolve penetração, beijo, abraço ou qualquer outro tipo de carinho”, fala João.

Já o bondage é uma forma de demonstrar quem está no comando, mas não envolve dor. Está mais na linha do fetiche. Cátia conta que o homem ou a mulher domina e o outro é submisso. “A prática se dá em amarrar ou imobilizar de forma espontânea. Normalmente acessórios como algemas, cordas, coleiras, vendas, correntes e amordaças são utilizados. É importante lembrar que o bondage não prega o sentimento de apreensão. O objetivo é elevar a expectativa e prolongar o tesão”, afirma. 

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Podolatria

O podólatra é quem sente prazer ao ver e imaginar situações envolvendo pés. Essa parafilia leva a pessoa ficar horas tentando ver essa parte do corpo seja na rua, na internet ou em lugares estratégicos, como lojas de sapatos. Borzino conta que esse desejo pode se estender para meias e calçados. “Para o homem podólatra sentir prazer, a mulher costuma masturbá-lo com os pés e a penetração não é algo necessário para ele”, diz.

Muitos homens sentem desejo por pés
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Muitos homens sentem desejo por pés


Voyeurismo

No voyeurismo , o homem sente prazer em observar mulheres em momentos de intimidade, de forma escondida. “É comum usarem binóculos em janelas, espiarem em buracos de fechaduras e tentar observar mulheres em vitrôs de banheiros”, fala o sexólogo.

Coprofilia

Essa é uma das práticas mais excêntricas. A coprofilia , também conhecida como scat , é a prática sexual envolvendo fezes. Borzino conta que normalmente o homem com esse fetichismo pede para a mulher tomar laxante e sente prazer em sentir-se como uma “privada”. “Eles deixam que a mulher defeque no rosto e corpo deles, depois espalham as fezes e a utilizam como lubrificante para a penetração”, esclarece o sexólogo.

Chuva dourada

Também existem pessoas que sentem prazer em urinar no outro, essa prática é popularmente conhecida como chuva dourada .

Crossdressing

É um fetiche que alguns homens têm de se vestir por inteiro como mulher na hora do sexo. Porém, Borzino explica que os adeptos a isso não se classificam como homossexuais ou travestis. Além disso, normalmente esses homens são casados e possuem vergonha de propor a fantasia para a mulher.

Tratamento

O fetichismo é algo que precisa ser controlado. “A pessoa deve procurar profissionais, como psiquiatra e sexólogo. Isso não tem cura, mas esses impulsos excessivos podem ser controlados. Normalmente essas pessoas sofrem com um auto preconceito e isso precisa ser trabalhado”, afirma o sexólogo.

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Abuse dos fetiches

Quando a fantasia é apenas um a mais na relação, não há nenhum problema. Não se prive de experimentar coisas diferentes. O fetiche é bem aceitável, desde que respeite os próprios limites e o da parceira. “Todos nós temos uma posição sexual preferida, fantasias secretas e pontos de prazer que precisam ser explorados. Com certeza propor algo diferente trará satisfação e não deixa o relacionamento cair na rotina. Ou seja, os dois saem ganhando”, finaliza Cátia.

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