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Muitos homens têm preconceito por essa prática não ter a penetração como foco, mas especialista fala que essa relação permite um orgasmo intenso

O sexo tântrico ideologicamente é uma devoção plena entre amantes (profundo, né?). É conhecido como o grande ritual “Sahaja Maithuna”, ou também como Maha Mudrá, que significa grande gesto. Traduzindo, é um momento em que o casal vivencia uma aproximação sexual e sensual. Ficou curioso? Então entenda como funciona essa prática.

Sexo tântrico permite orgasmo prolongado
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Sexo tântrico permite orgasmo prolongado


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“O sexo tântrico busca extirpar mutuamente a maior gama de prazeres possível, percorrendo e acariciando assim todo corpo, fazendo disso uma longa e intensa preliminar, estimulando o máximo dos sentidos, permitindo um orgasmo muito mais intenso e profundo”, afirma o terapeuta Rodrigo Krhom.

Ele completa dizendo que a prática também é um momento de conexão e união que fortalece a cumplicidade, a estabilidade emocional, a confiança, a autoestima e a sintonia do casal e até dos indivíduos quando estão sozinhos. Essa tipo de relação sexual tem ganhado cada vez mais popularidade. O cantor Di Ferrero e a modelo Isabeli Fontana , por exemplo, disseram recentemente que estão treinando essa prática.

Além do orgasmo                               

A prática sexual promete ir além do simples orgasmo ejaculatório , pois explora pontos do próprio corpo e do corpo da parceira, assim há uma entrega que propicia um prazer mútuo. Rodrigo diz que, inicialmente, seria bom ter um profissional orientando o que fazer, mas se o casal não quiser, pode optar por procurar vídeos e textos na internet. Dessa forma, a experiência pode ser rasa, porém não deixa positiva para o casal.

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Dúvida comum

Tem graça uma prática sexual em que a penetração não é o foco? Essa dúvida gera preconceito e muitos homens acabam resistindo e não querem tentar praticar o sexo tântrico. “Os homens são muito visuais e de certa forma condicionados desde jovens a se preocupar unicamente com o orgasmo ejaculatório através do movimento mecânico masturbatório ou penetração direta”, afirma o terapeuta.

É comum associar a ejaculação ao orgasmo , mas Rodrigo diz que são processos distintos. “Promover um tempo longo de ‘preliminares’ a fim de intensificar o momento chega a ser motivo de extrema afobação e desinteresse por parte dessas pessoas que estão focadas em apenas gozar pela penetração”, expõe.

Benefícios

Além do prazer, essa prática sexual pode trazer benefícios físicos , emocionais e até espirituais, aumenta o libido, eleva a autoestima e o amor próprio. Também aproxima o casal e pode ser uma forma de reestruturar relações. “Novos níveis e sensações de prazer e orgasmos, com ou sem ejaculação, promove um tipo de bem-estar profundo”, conta o terapeuta.

Tempo de duração

Pode esquecer a rapidinha! Rodrigo fala que a média de duração da relação tântrica é de uma hora, mas o ideal é de três a quatro horas, pois deve acontecer tranquilamente. “O importante é não ficarem presos ao tempo para terminar, mas se permitirem curtir a intensidade do momento, se apreciarem e saírem da realidade do tempo”, diz. 

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Ambiente ideal e toques sutis

A dica do especialista é que o casal fique em um lugar isolado e coloque uma música que agrade ao casal.

Depois de escolher o ambiente e a música, use outros elementos para facilitar a conexão, como velas, incensos, cremes e óleos de massagem. Rodrigo ensina que toque deve ser de forma sutil e delicada. “As mulheres podem usar as unhas levemente ou permitir que o cabelo deslize sobre o corpo do parceiro, já os homens pode explorar a sutileza dos toques leves com as pontas de dedos, sem pressão, cabelos e barba com cuidado para não ferir a pele da parceira”, fala.

Penetração

Outro detalhe que o especialista destaca é que o casal deve ficar um de frente pro outro, para ter o olho no olho e conseguir se abraçar profundamente. Só depois que o casal avança para a penetração. “O orgasmo ejaculatório acaba sendo uma consequência e não o foco do sexo tântrico”, completa o terapeuta.

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