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Óleo com cheiro de "axila feminina", esposa holograma, mulheres vestidas de personagens de anime e dormir no colo de desconhecida estão nos desejos

Existem fantasias sexuais para todos os gostos e normalmente os homens querem realizar esses desejos com a parceira, mas não é isso que está acontecendo no Japão. Os jovens do país estão evitando o sexo a dois e se satisfazem com hologramas, acessórios curiosos e pagam para passar por experiências bizarras.

Os animes estão entre as principais fantasias sexuais dos japoneses
Reprodução/The Sun
Os animes estão entre as principais fantasias sexuais dos japoneses


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Quando se trata de vida sexual, muitas pessoas consideram que o Japão passa por uma crise. Uma pesquisa indica que mais de 40% dos solteiros de 18 a 24 anos são virgens. Para satisfazer o prazer deles, se instalou no país uma verdadeira indústria de fantasias sexuais que acabam substituindo os relacionamentos reais.

Companhias e acessórios inusitados

Os namoros deram espaço a fantasias no mínimo estranhas. De acordo com o portal britânico “The Sun”, existem muitos clubes em que os solteiros pagam caro para conversar com uma mulher ou um homem educado, o detalhe é que durante o papo a pessoa fica derramando bebida no cliente.

Na máquina, é possível comprar calcinhas usadas e óleos com cheiro de axila feminina
Repordução/The Sun
Na máquina, é possível comprar calcinhas usadas e óleos com cheiro de axila feminina


Em vários lugares, é possível encontrar máquinas (iguais aquelas de refrigerante) que vendem calcinhas usadas e óleos eróticos com cheiro de “axila feminina”.

Para alguns, casar é algo necessário, mas como não possuem uma parceira, pagam 2.130 libras (aproximadamente R$ 8.200 reais) para ter uma esposa virtual. Na verdade, é um holograma que tem a função de lembrar o homem de fazer as coisas, como levar o guarda-chuva ao sair, além de falar coisas agradáveis para ele pensar que a máquina passou o dia pensando nele.

Os hologramas fazem o papel de esposa para jovens japoneses
Reprodução/The Sun
Os hologramas fazem o papel de esposa para jovens japoneses


Lugares excêntricos

Segundo o portal britânico, também há clubes no quais os homens pagam para uma mulher deslizar sobre ele em um colchão com água e sabão, e essa brincadeira não envolve penetração.

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Nos chamados “cafés”, os visitantes pagam para se aconchegar e cochilar no colo de uma estranha enquanto recebem um cafuné. Já nos “cafés de empregada”, as garçonetes servem usando trajes sexys e tratam os clientes como um mestre ou um amante.

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Reprodução/The Sun
No "café empregada", as mulheres tratam os homens como um mestre


Desejo por animes

As histórias em quadrinho são muito populares no país, levando os japoneses a pagarem 60 libras (aproximadamente R$ 231) para segurar a mão de uma mulher vestida como a personagem favorita de anime dele.

Acha que acabou? A indústria japonesa de pornografia está entre as mais criativas do mundo. Existem muitas revistas e vídeos que exploram o mundo dos animes e jogos que permitem criar uma parceira virtual .

O sucesso desses desenhos é tanto que 30% das mulheres e 15% dos homens de 20 a 29 anos admitem que já se apaixonaram por um personagem de história em quadrinho ou de jogos de videogame, segundo o "The Sun". Fora isso, há também uma enorme variedade de travesseiros que imitam partes do corpo feminino.

Existem almofadas que imitam partes do corpo da mulher
Reprodução/The Sun
Existem almofadas que imitam partes do corpo da mulher


Sexo x Declínio econômico

Para Sharon Kinsella, professora de estudos japoneses na Universidade de Manchester, a falta de sexo e envolvimento está relacionada ao declínio econômico do país, pois para os japoneses parece inacessível formar uma família na situação que o país enfrenta.

“A crise tem tido um impacto sobre os relacionamentos em geral, porque os japoneses não namoram com alguém com quem eles não vão casar”, explica a professora ao jornal britânico.

Uma pesquisa realizada pela Associação Japonesa de Planejamento Familiar, feita em 2013, descobriu que 45% das mulheres entre 16 e 24 anos disseram não ter “interesse ou desprezo pelo contato sexual” e um quarto dos homens sentia o mesmo.

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A pesquisa também indica que um terço dos menores de 30 anos nunca tinha namorado, enquanto um quarto dos 35 aos 39 anos nunca tiveram relações sexuais , por isso, muitos acabam apelando para essas fantasias sexuais diferentes.

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