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Assistir a filmes eróticos pode desencadear distúrbios de ansiedade, indica um estudo feito por universidade nos Estados Unidos; veja detalhes

Muitos homens dizem que os filmes eróticos arruinaram os relacionamentos que tiveram (ou tentaram ter), já outros garantem que o conteúdo pornô fez que ele se tornasse o amante mais próximo da parceira. E para você, a pornografia é a vilã ou a mocinha da história?

Estudo aponta que pornografia pode gerar ansiedade nas pessoas
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Estudo aponta que pornografia pode gerar ansiedade nas pessoas


Algumas pesquisas já apontaram que o grande problema de assistir a  pornografia é correr o risco de se tornar um viciado em sexo ou pensar que a relações sexuais devem ser iguais às cenas  que as pessoas assistem na internet, porém um estudo pesquisa levanta outra questão.

O verdadeiro problema com gastar muito tempo com os olhos vidrados na tela do computador é que isso pode realmente fazer você se sentir incapaz de ter um relacionamento real, porque esse novo estudo identificou um quadro de ansiedade nas pessoas que assistem a pornô com muita frequência.

Gerando insegurança

De acordo com o portal britânico “The Sun”, para chegar a essa conclusão, foram estudados 350 homens e 336 mulheres. Os estudiosos da Brigham Young University, nos Estados Unidos, descobriram que assistir a  vídeos eróticos não criam um problema de fato, mas que as pessoas que levam aquilo que assiste muito a sério são mais inseguras.

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Isso acontece porque ver vídeos pornôs é julgado por muitos como algo errado, então quem faz isso com certa frequência pode se achar indigno de ir a encontros, sentir medo de que a outra pessoa descubra sobre esse hábito e reaja mal e, o pior de todos, pode se sentir menos atraente, pois têm como referência as pessoas que veem nos vídeos.

Vício ou neurose?

O estudo também descobriu que os espectadores religiosos eram mais propensos a acreditar que o uso de conteúdo adulto era viciante, independentemente de quantas vezes eles realmente procuraram por isso.

“Este estudo não sugere necessariamente nada positivo ou negativo sobre a pornografia, mas apoia a ideia de que ainda há uma cultura de vergonha envolvendo o universo pornô”, afirma o principal autor do estudo, Nathan Leonhardt.

Outro grande achado para o pesquisador foi saber que várias pessoas acreditam que são viciadas em pornô , mas na realidade não fazem uso desse conteúdo com tanta frequência. A maioria também acha desconfortável contar para a pessoa com quem está se relacionando que gosta de vêr pornô.

“Existe um amplo espectro de uso desse conteúdo. Precisamos considerar não apenas a frequência com que ela é buscada, mas também a maneira como é usada, já que estamos apenas começando a entender como esses vários níveis de uso podem influenciar as pessoas”, explica Leonhardt.

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Há vários estudos que buscam provar que o pornô não é inofensivo. No entanto, há também outros estudos que sugerem que os casais que falam abertamente sobre pornografia e o tipo que gostam de assistir são mais felizes em seus relacionamentos.

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