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A capacidade de satisfazer uma mulher não tem nada a ver com o tamanho do seu pênis ou do quanto você se inspira na pornografia na hora do sexo

A sexualidade feminina é cercada de mistérios e, como elas crescem sob a premissa de que devem ser “recatadas” e não podem descobrir o próprio corpo, algumas têm dificuldades em expressar desejos durante o sexo. Sendo assim, não é raro ouvir mitos a respeito do que as mulheres gostam durante o sexo – como a crença de que, para ser bom no sexo oral, basta treinar “limpando” um pote de iogurte com a língua. É claro que é impossível adivinhar o que elas querem, mas, para ser bom de cama, é bom evitar estas seis coisas na hora H: 

Ser bom de cama não é ter um pênis grande ou fazer sexo da mesma forma que é mostrada na pornografia
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Ser bom de cama não é ter um pênis grande ou fazer sexo da mesma forma que é mostrada na pornografia


1. Preliminares curtas

Pense em quanto tempo você gasta trocando carícias com a parceira e deixando a mulher excitada antes do sexo. Agora, pode dobrar esse tempo. O processo de excitação das mulheres é mais lento que o dos homens e, se você quer ser bom de cama , não é uma boa ideia ir com muita sede ao pote e pular rápido demais para os “finalmentes”.

Reservar um tempo maior para as preliminares e caprichar nos toques e beijos não é apenas a chave para que ela sinta mais prazer durante o sexo, mas também é importante para evitar algo que ocorre com várias mulheres: a dor durante a penetração.

Segundo especialistas, há alguns distúrbios como o vaginismo e a dispareunia – que têm tanto causas físicas quanto psicológicas – capazes de fazer os músculos pélvicos se contraírem a ponto de impossibilitar a penetração, mas a causa mais comum para a ardência durante o sexo é a falta de lubrificação. O canal vaginal se lubrifica sozinho, mas isso ocorre conforme a mulher fica excitada. Se ela não recebe o estímulo adequado, a mucosa pode ficar um pouco “seca”, fazendo com que o atrito cause ardência.

2. Focar só nos seios e na região genital

O ponto G, o clitóris e os seios são áreas do corpo feminino que, quando tocadas, costumam provocar bastante prazer , mas elas não são as únicas zonas erógenas do corpo. Para que ela fique bem excitada, a dica é, novamente, não ir direto ao ponto. Alterne toques mais leves – acariciando a cintura, a barriga e a parte interna das coxas – com toques mais intensos – como puxõezinhos de cabelo e mordidinhas no pescoço. Os lábios também são uma zona erógena poderosa, então capriche nos beijos!


Lembram quando a Monica, de "Friends" fez uma lista de zonas erógenas para explicar um pouco do corpo feminino ao Chandler?

Algo que muita gente esquece é que a parte psicológica também influencia muito na excitação da mulher e, segundo especialistas, o cérebro também é uma zona erógena. Na hora do sexo, é uma boa ideia estimular também a mente dela, talvez arriscando sacanagens ou elogios ao pé do ouvido.

3. Vacilar no sexo oral

Tem muita gente por aí que se gaba de usar “técnicas infalíveis” para fazer sexo oral em mulheres. Alguns dizem que, para dominar a prática, basta “desenhar” as letras do alfabeto com a língua na hora de estimular o clitóris. Outros dizem que, para treinar a prática, uma boa tática é tentar “limpar” um potinho de iogurte usando apenas a língua. Quem usa essas técnicas, porém, parece não ter a menor ideia do que é bom e do que não é na hora de fazer sexo oral em uma mulher.

Se você quer ser bom de cama, não dá para vacilar na hora do sexo oral. De acordo com um estudo publicado no “Archives of Sexual Behaviour” em 2017, a combinação do oral com beijos profundos e estimulação genital é a que mais leva as mulheres ao orgasmo. Outro estudo mostra ainda que, tanto para mulheres quanto homens, o oral é algo essencial em todo tipo de relação, até nas casuais e naquelas entre amantes.

Nessa hora, não adianta se basear em fórmulas, mas há algumas dicas “padrão” . Evite, por exemplo, deixar a língua muito tensionada (porque, sim, é possível machucar a “amiguinha” da parceira com a língua), não vá rápido demais, foque no clitóris, mas dê alguma atenção ao restante da vulva, combine a prática com masturbação e, principalmente, preste atenção nas reações dela. Se ela estiver imóvel, certamente há algo errado – e não tem problema nenhum em perguntar, o que nos leva ao próximo tópico.

4. Não se comunicar

Quando mulheres reclamam a respeito de práticas sexuais, é comum ouvir homens dizendo que “não têm bola de cristal”. Está certo, ninguém consegue adivinhar se um tipo de toque é bom ou ruim para outra pessoa, mas, além de prestar atenção nas reações da mulher (como a respiração, os gemidos e o jeito de ela te “guiar”), também é importante se comunicar com ela durante o sexo.

Muita gente acha que falar durante o sexo é “brochante”. Bom, não é hora de tagarelar ou recitar um poema, mas perguntar se ela está curtindo o que está rolando ou pedir uma “diretriz” é interessante. Ah, e no final, certifique-se de que ela ficou satisfeita antes de virar para o lado e dormir só porque você chegou ao orgasmo, afinal, prestar atenção apenas no próprio prazer não é algo típico de um homem bom de cama, não é?

5. Sexo “britadeira”

Muitas mulheres sentem, sim, prazer com a penetração. Porém, grande parte delas não consegue chegar ao orgasmo apenas com a estimulação do ponto G, área com muitas terminações nervosas que fica dentro do canal vaginal. Sendo assim, é hora de esquecer tudo o que você costuma ver na pornografia e não focar apenas na penetração em um ritmo frenético.

Varie a velocidade, o ângulo e combine a penetração com outras técnicas, como a estimulação do clitóris, dos seios e beijos no pescoço. Algumas posições – como a conchinha ou a que a mulher fica por cima – favorecem a “mistura” de técnicas, e, novamente, perguntar se ela está gostando é sempre uma boa ideia. 

6. Não ter camisinhas à mão ou se recusar a usá-las

Para ser bom de cama, de nada adianta ser capaz de satisfazer a parceira se você não pensa tanto na sua segurança quanto na dela. Segundo especialistas, a camisinha é a única forma de prevenir tanto uma gravidez indesejada quanto a transmissão de doenças, e nada de usar aquela velha desculpa de que seu pênis é “grande demais” para os preservativos.

Há, sim, um tamanho “padrão” para eles, mas também há camisinhas para quem têm pênis menor ou maior que a média, e escolher o mais apropriado contribui tanto para o seu conforto quanto para sua segurança.Quanto ao fato de muitos caras afirmarem que a camisinha prejudica a sensibilidade, basta optar por um preservativo do tipo extrafino. Ter um lubrificante também é uma boa forma de mostrar que pensa no bem-estar da parceira e que é bom de cama.

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