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Alguns especialistas ensinam o caminho para famoso ponto G, outros defendem que isso é uma lenda. O que fazer para dar mais prazer para ela?

O ponto G sempre foi assunto de muitas controvérsias. A princípio, ele fica localizado na parede anterior da vagina, em direção ao umbigo, entre 5 e 7 centímetros da entrada dela. Alguns especialistas afirmam que ele é um mito, enquanto outros não desistem de acreditar que o ponto é causador de um  prazer  desmedido. O relato das mulheres varia de uma para outra e a curiosidade dos homens não tem fim.

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Além do mito do ponto G, a mulher pode sentir prazer em diversas outras áreas erógenas do corpo
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Além do mito do ponto G, a mulher pode sentir prazer em diversas outras áreas erógenas do corpo


Em estudo atualizado, publicado no “Journal of Sexual Medicine”, pesquisadores do Hospital de Austin, na Austrália, constataram que não existe estrutura anatômica para o  ponto G . De acordo com o jornal diário britânico “The Sun”, médicos do hospital examinaram o corpo de mulheres de 32 a 97 anos e encontraram nada além do revestimento da parede vaginal e do canal urinário, nem sinal do tal ponto.

O médico que liderou o estudo, Nathan Hoag, declarou que é provável que a sensação de prazer sentida pela estimulação da área ocorra graças à grande proximidade ao clitóris.

A origem do mito

O ginecologista alemão Ernst Gräfenberg propôs a existência anatômica da zona erógena, de 2 cm x 1,5 cm, pela primeira vez em 1950. A tal zona só obteve seu nome em 1981. Desde então, sexólogos afirmam que mulheres podem experimentar orgasmos indescritíveis ao serem estimuladas neste lugar específico da vagina. Foram escritos inúmeros livros e revistas sobre o assunto, detalhando a melhor forma de encontrá-lo e estimulá-lo.

No entanto, “as descobertas de Gräfenberg não existem como uma estrutura anatômica”, afirma Hoag no novo estudo.

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Controvérsias

Rebecca Dakin, conhecida como “a grande sexóloga britânica”, reforça e fala que “os cientistas podem não ter encontrado evidência do ponto, mas que não tem dúvidas de que ele existe”.

Para a coach de relacionamentos e especialista em sexualidade Cátia Damasceno, existe um ponto G. Na verdade, ela acredita não ser apenas um ponto, e, sim, uma zona erógena.

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De qualquer forma, os especialistas dizem que os homens não devem tirar conclusões precipitadas e deixar o prazer da parceira de lado. Enquanto não existirem provas, outras áreas sensíveis do corpo da mulher podem ser facilmente estimuladas. Veja detalhes:

Mamilos

Sim, é possível ter orgasmos pela estimulação dos mamilos. Um outro estudo publicado pelo “Journal of Sexual Medicine” em 2011 constatou que a estimulação dos seios ativa a mesma parte do cérebro que a acionada durante a estimulação do clitóris.

Infelizmente, não há um manual para fazer a parceira chegar ao clímax através dos mamilos, pois o prazer varia de uma para a outra. Uma publicação na revista “Cosmopolitan” retratou o assunto através de conversas com mulheres, e o senso comum afirma ser necessário pedir ao parceiro que comece a tocar a região dos seios de leve, fazendo movimentos circulares, e seguindo lentamente para os mamilos. Técnicas de sucção, mordidas cuidadosas e lambidas leves também são bem vistas pelas mulheres. 

Parte de trás dos joelhos

Por essa você não esperava, né? Nós costumamos achar que as zonas erógenas estão ligadas aos órgãos genitais, mas isso nem sempre acontece. A parte de trás dos joelhos também pode reservar prazeres inesperados. 

É comum que haja menos pelos nessa região, além de a pele ser excepcionalmente mais fina e mais sensível. A dica de especialistas é que fazer cócegas, dar mordidas leves e esfregadinhas na área são suficientes para dar prazer. Outros acessórios, como penas e até mesmo pontas de cabelo, também são mais do que bem-vindos e podem potencializar ainda mais o prazer.

Parte interna das coxas

Na mesma linha da parte de trás dos joelhos, a parte interna das coxas compõe a lista de lugares fora do comum. A pele sensível e a grande quantidade de terminações nervosas no local fazem com que ela seja uma boa zona para levar qualquer mulher à loucura. 

Estimular a região com a boca ou com leves arranhões funciona muito bem. E também há a possibilidade de usar objetos, como um cinto ou algum tecido, passando-os sobre a pele em um toque suave e carinhoso.

Lóbulos das orelhas

A estimulação dos lóbulos das orelhas é garantia de prazer para as mulheres que são fãs de arrepios. A causa disso, mais uma vez, são as terminações nervosas concentradas nesta área do corpo. Os especialistas contam que essa região é cheia delas, o que deixa o toque com os dedos, mordidinhas e susurros extremamente prazerosos.

Pescoço

O toque no local, até mesmo se em situações casuais, pode causar arrepios do mesmo tipo dos lóbulos. Os especialistas afirmam que isso acontece porque o pescoço inteirinho é uma zona erógena, desde a frente e a base das orelhas até a nuca.

E aqui entra o mérito relativo: cada pessoa tem um ponto em que gosta mais de ser estimulada, além de uma forma específica para isso. O jeito é perguntar onde e como a parceira gosta que toque.

Ânus

Finalmente, o ânus. Ele também é uma região lotada de terminações nervosas, explicando o fato de que muitas pessoas ficam excitadas quando há estimulação dessa região. Essa regra vale tanto para mulheres quanto para homens.

No entanto, é preciso ficar atento para o momento de toque do ânus. Especialistas não aconselham já começar pela área logo nas preliminares. A pessoa precisa estar pelo menos um pouco excitada para ter uma sensação boa durante o sexo.

Além disso, alguns cuidados são necessários. Em primeiro lugar, certifique-se de que suas unhas estão devidamente cortadas, pois elas podem machucar a região sensível e cortar o clima. Outro detalhe é que o ânus não é como a vagina que se lubrifica sozinha quando a mulher está excitada. Na hora de estimular a região, portanto, use e abuse do lubrificante artificial. E, se o prazer decolar como no suposto ponto G, pode ser outra boa ideia utilizar brinquedos eróticos como aliados e partir para a penetração, desde de com o consentimento dela.

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