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Deles preparou um manual para você saber como o seu membro funciona

Ter um pênis não significa conhecer como ele funciona por completo. Formato e tamanho podem variar. Saber higienizar corretamente é fundamental. A estimulação pode acontecer de diversas formas, inclusive pelo ânus. Os problemas para mantê-lo ereto são variados, e os motivos também. Deixá-lo bem acomodado na cueca por ajudar e trazer conforto. Ah, e esse membro também pode quebrar durante o sexo. Para você ter clara todas essas informações, o Deles preparou um manual para você saber como o seu membro funciona. 

Leia também: Sabia que o formato do seu membro pode ser indício da doença de Peyronie

Você conhece seu pênis? Tem certeza disso? Especialista explicam ao Deles tudo o que você precisa saber desse membro
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Você conhece seu pênis? Tem certeza disso? Especialista explicam ao Deles tudo o que você precisa saber desse membro


Da estrutura à estimulação, da limpeza às disfunções eréteis, do tamanho ao formato. Conheça cada detalhe do pênis e entenda como esse membro funciona no seu corpo:

Estrutura do pênis

O primeiro passo é entender como é estrutura desse importante membro. De acordo com o urologista Cesar Nardy Zillo, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o pênis é um cilindro composto de dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso. Esses corpos cavernosos são envolvidos por uma membrana pouco elástica chamada de túnica albugínea.

“Durante a ereção, os corpos cavernosos são preenchidos por sangue, e isso faz o membro crescer e endurecer. Fazendo uma analogia simples, funciona como uma bola de futebol, quanto mais cheia, mais rígida”, explica o urologista.

Esse órgão masculino é um cilindro composto por dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso
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Esse órgão masculino é um cilindro composto por dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso

O corpo esponjoso está na região inferior do membro, e dentro dele passa a uretra, canal que conduz a urina e o esperma durante a ejaculação. “A glande é o nome da cabeça do pênis e também faz parte do corpo esponjoso. Essa região também é preenchida por sangue em uma ereção, mas como não é envolta pela albugínea, não fica tão rígida quanto o restante do órgão”, aponta Zillo.

Como foi explicado, quando o homem fica excitado, o órgão sexual se enche de sangue. "Isso vai dilatar os corpos cavernosos e esponjosos levando à ereção”, relata o urologista. “A excitação depende muito do comando do cérebro. Do que o deixa excitado, seus gostos e como ele está no momento. Costumo dizer que o maior órgão sexual do homem é o cérebro", acrescenta o especialista.

A glande é coberta por uma pele chamada prepúcio. O especialista diz que a fimose é quando essa pele é menor que a glande, ou seja, existe uma dificuldade de expor a glande. A cirurgia da retirada dessa pele é chamada de postectomia.

Tipos de estimulação

Estimulação pode acontecer de diversas formas, a masturbação é uma das mais comuns, fora isso é possível pelo ponto G
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Estimulação pode acontecer de diversas formas, a masturbação é uma das mais comuns, fora isso é possível pelo ponto G


A forma mais comum de estimular o membro é através da masturbação, alguns homens chegam a se masturbar mais de uma vez ao dia, já outros costumam realizar essa prática esporadicamente. O pênis também pode ser estimulado através do contato íntimo com outra pessoa ou ainda com a ajuda de objetos sexuais, que criam algo lúdico na mente do homem. 

O sexo anal ainda é um grande tabu, pois muitos homens acreditam que se essa região for explorada a masculinidade deles será ameaçada. Entretanto, é possível intensificar o prazer ao estimular a próstata, que é considerada o ponto G masculino. A próstata é um órgão interno que fica abaixo da bexiga, e a uretra passa por dentro dela antes de passar pelo pênis.

“A próstata produz parte do sêmen, que mantém o espermatozoide vivo quando o homem ejacula. Com estimulação anal e massagem prostática com acessórios sexuais é possível chegar à próstata, o que favorece a excitação e a ereção peniana”, explica Celso Marzano, urologista, sexólogo e terapeuta sexual. Já Zillo acrescenta que o ânus é repleto de terminações nervosas, e ao estimular essa área o homem pode sentir muito prazer.

Formato e tamanho do pênis

Não existe um formato de pênis padrão, então não fiquei encanado com isso, o que existe um tamanho médio do membro
Reprodução/Pinterest
Não existe um formato de pênis padrão, então não fiquei encanado com isso, o que existe um tamanho médio do membro

O formato do pênis é cilíndrico, com glande maior ou menor. De acordo com o urologista, o órgão pode ser mais grosso, fino, comprido, curto e com ou sem prepúcio recobrindo a glande. Quanto ao tamanho, ele afirma que a média do brasileiro é de 13,5 cm quando ereto. Órgãos considerados muito pequenos são aqueles com menos de 4 cm em ereção, e os muito grandes são aqueles com mais de 18 cm.

O sexólogo Marzano acrescenta que o pênis atinge seu tamanho definitivo aos 16 anos de idade, variando de 11 cm a 17 cm quando ereto e de 6 cm a 9 cm quando flácido. Ele ressalta que a avaliação do órgão flácido “tende à subjetividade, já que ansiedade, frio, tônus muscular e outros fatores podem retrair e enrugar o membro, diminuindo o seu tamanho”.

O sexólogo declara que os homens ficam muitas vezes insatisfeitos com as dimensões de seu órgão genital, pois acreditam que não estão em proporção com o restante do corpo. Ele afirma que o aconselhamento psicológico tem papel relevante para melhorar a autoestima e fazer com que o indivíduo se aceite como ele é.

Marzano relembra que o tamanho do órgão em repouso não é relevante, a não ser para os exibicionistas, e que todos os mitos que relacionam partes do corpo – como pé, mão, pescoço, nariz e punho – com o tamanho do órgão genital são falsos.

“O tamanho do órgão genital é uma preocupação masculina e não feminina, pelo falso mito de que quanto maior, mais prazer proporcionará ao outro parceiro sexual”, diz o sexólogo. “Não é verdade porque há um limite de tamanho que pode penetrar uma vagina, cerca de 9 cm a 12 cm, e pode haver um incômodo e dor durante a penetração.”

Ele também revela que a maior parte dos casos de insatisfação não vêm de uma queixa da parceira, mas sim do desejo do homem de possuir um pênis maior, seja por desconhecimento das dimensões comuns, seja por comparações errôneas feitas com outros, vistos muitas vezes em revistas e filmes pornôs.


Problemas de ereção, como evitar e tratamentos

Os problemas de ereção são uma das grandes preocupações dos homens. O urologista da BP afirma que a disfunção erétil é a incapacidade de manter o pênis ereto para uma relação sexual satisfatória. A perda da ereção pode ser total – quando o homem não consegue nenhuma resposta –, ou parcial – quando o membro fica semiereto, ou seja, ele cresce, mas não fica rígido. O especialista afirma que a forma mais efetiva de evitar problemas é ter uma vida mais saudável, com boa alimentação e atividade física regular.

Segundo o urologista Marzano, a maioria dos homens experimenta, em algum momento de suas vidas, incapacidades ocasionais de ereção, principalmente em razão de fadiga, ansiedade ou estresse. Ele explica que também há a possibilidade de as causas serem físicas, incluindo diabetes, distúrbios neurológicos, efeitos colaterais de medicamentos, doenças crônicas e consumo excessivo de álcool ou abuso de drogas.

Ele ainda declara que, quanto antes iniciado o tratamento em decorrência da disfunção, melhor o resultado. Ele enumera alguns dos tratamentos possíveis para solucionar os problemas de ereção:

  • Mudança de hábitos e de medicamentos

Um exemplo dado pelo urologista acerca da mudança de hábitos é parar de fumar, podendo reduzir o impacto ou até eliminando totalmente a impotência. A mudança de medicamentos usados também ajuda a enfrentar o problema, mas sempre sob orientação médica.

  • Medicamentos hormonais

Marzano explica que cerca de 50% dos casos de disfunção erétil são causados por níveis irregulares de hormônios sexuais, como baixas taxas de testosterona, hormônio masculino, e excesso de prolactina e estrógeno, hormônios femininos. Felizmente, existem medicamentos que podem restaurar o equilíbrio hormonal.

  • Terapia sexual

De acordo com o urologista, a disfunção erétil é frequentemente resultado de uma combinação de fatores físicos e psicológicos, por isso, o aconselhamento e a terapia reduzem o nível de ansiedade, reduzindo o impacto e a duração do problema.

  • Tratamento oral

Existem várias possibilidades de tratamento oral, como explica Marzano. Uma delas é a ioimbina, encontrada naturalmente na casca de árvores. Mesmo sendo questionada em muitos estudos, uma pequena porcentagem de homens relata a sua utilidade na disfunção erétil, de acordo com o especialista. Outra possibilidade é o Viagra e medicamentos similares.

Ele ressalta que, para este tipo de tratamento, é necessário o acompanhamento psicológico, em uma terapia sexual, pois alguns alicerces são também fundamentais para uma boa resposta sexual, como o sentimento e a erotização entre um casal.

  • Outros tratamentos

Existem outros tipos de tratamentos, envolvendo injeções, dispositivos ou próteses. O aconselhado é procurar um urologista para saber qual é a melhor opção para cada caso.

"Exercício peniano" e técnicas para aumentar o pênis

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Os "exercícios penianos" encontrados na internet e receitas milagrosas para aumentar o membro não são nada confiáveis


Na internet, existem várias técnicas de "exercício peniano" para aumentar o pênis, mas o sexólogo explica que o exercício “não é nada científico”, ou seja, não existe um método de exercício comprovado cientificamente. “Não é manipular mais ou menos, nem ter mais ou menos relações sexuais que vai aumentar, diminuir ou dar mais potência sexual”, explica.

O sexólogo afirma que não existe técnica ou cirurgia aprovada pela sociedade de urologia para aumentar o órgão genital de forma estética. “Existem cirurgias experimentais que não devem ser cobradas, exceto em casos excepcionais, como quando existe a doença do micropênis, e a cirurgia pode ser realizada por especialista”, diz Marzano.

Leia também: Saiba tudo sobre o Viagra: como age? Há riscos? Quando pode ser usado?

Quanto às técnicas cirúrgicas para o aumento da circunferência do pênis, ele declara que especialistas têm tentado o implante de silicone líquido, gordura do próprio paciente e enxertos de derme (pele), mas que os resultados são temporários e podem causar complicações, como inchaço e formação de nódulos, que deixam o membro esteticamente pior do que antes da cirurgia.

Em se tratando de bombas e "receitas mágicas", ele esclarece que tais métodos não funcionam e podem comprometer a integridade física do órgão genital, além de gerar risco de complicações por danos a outras estruturas do órgão, levando a impotência e a outros resultados que podem, no final, diminuir o tamanho do membro.

Sendo assim, ele conclui que bombas de vácuo, exercícios, massagens e aparelhos “esticadores”, mesmo sendo anunciados como soluções infalíveis, têm resultados confusos. Portanto, não são recomendados por urologistas, já que não têm comprovação científica.

Como higienizar corretamente 

É importante que o homem se preocupe com a higienização do local, lavando no banho e antes e depois do sexo
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É importante que o homem se preocupe com a higienização do local, lavando no banho e antes e depois do sexo


Você sabia que não deve limpar o membro apenas banho? Também é importante manter a higiene antes e depois das relações sexuais. Para limpar é simples, basta água e sabão. Não é necessário um sabonete íntimo específico para isso, você pode fazer a limpeza com um sabonete comum. “É Importante destacar que se há alguma dificuldade que impeça a limpeza da glande é necessário procurar um urologista. A falta de higiene é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pênis”, alerta Zillo.

Na hora da higienização, o urologista Flávio Arêas, do Hospital 9 de Julho, indica tomar cuidado para lavar o prepúcio (pele que recobre a glande) e a cabeça do pênis. Após lavar, seque bem e evite deixar o membro úmido. Isso também vale após urinar: espere até o final da micção e aquele gotejamento final para que não pingue urina na cueca.

“Outra dica legal é aparar os pelos pubianos e escrotais. Excesso de pelos pode gerar problemas principalmente relacionadas a infecções fúngicas. Restos de urina, suor e células mortas podem se acumular ali, propiciando a proliferação de agentes infecciosos. Também trás mais conforto para quem for fazer sexo oral em você”, fala Arêas, que também indica evitar passar laminas de barbear na região. Prefira cortar os pelos com a tesoura ou uma máquina específica para isso.

Excesso de pele e quando se preocupar sobre o assunto

A postectomia, também conhecida como circuncisão, é a cirurgia de retirada de excesso de pele para expor a glande
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A postectomia, também conhecida como circuncisão, é a cirurgia de retirada de excesso de pele para expor a glande


Em geral, o excesso de prepúcio, camada de pele que recobre a glande do pênis, não é necessariamente um impedimento de prazer ao homem durante a masturbação e as relações sexuais. O urologista Marzano explica que, mesmo com muita pele, a ereção e o sexo podem transcorrer sem problemas.

Mas quando houver incômodo, dificultando o sexo e machucando o órgão, é possível optar pela postectomia, cirurgia feita em decorrência da fimose, doença em que o paciente não consegue expor a glande, segundo explica o urologista. A fimose pode ser observada quando o prepúcio forma um anel sobre a glande do membro, algo comum e facilmente observado em mais de 90% dos bebês.

O sexólogo diz que a circuncisão ou postectomia, procedimentos cirúrgicos para a correção da fimose, são também realizadas há muito tempo como tradição religiosa. A indicação é a de procurar um urologista para opinar em questões de, por exemplo, idade adequada para a realização dos procedimentos e tipo de cirurgia.

Marzano também não julga aconselhável fazer o descolamento do prepúcio, realizado sem qualquer anestesia, e os chamados “exercícios” que os pais são orientados a fazer desde o nascimento do bebê. Ele afirma que os movimentos podem traumatizar o prepúcio e causar inflamações e infecções, resultando em uma cicatrização com maior extensão.

Como deixar o pênis na cueca?

Não existe um jeito certo de deixar o pênis dentro da cueca, o homem deve deixa da forma que se sente mais confortável
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Não existe um jeito certo de deixar o pênis dentro da cueca, o homem deve deixa da forma que se sente mais confortável


Para o lado, para baixo ou para cima? Existe uma forma mais indicada de acomodar o membro dentro da cueca? A resposta, de acordo com os especialistas, é não! A dica é sempre deixar o mais confortável possível. “Em algumas ocasiões (inflamações ou em pós-operatórios) recomendamos deixar o pênis para cima, diminuindo o inchaço local”, lembra Zillo.

A cueca boxer costuma agradar mais os homens, mas isso não é uma regra. Na verdade, essa cueca é mais confortável para acomodar o saco escrotal – que abriga os testículos – uma região que só quem é homem sabe o quanto é sensível. O urologista da BP fala que a boxer é melhor porque uma roupa íntima muito apertada e banhos muito quentes prejudicam a produção de espermatozoide.

O pênis pode quebrar?

O pênis do homem pode sim quebrar quando está em ereção, e quando isso acontece é preciso correr para um hospital
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O pênis do homem pode sim quebrar quando está em ereção, e quando isso acontece é preciso correr para um hospital


Parece mito, mas é a mais pura verdade. O órgão pode quebrar quando está ereto e sofre um trauma – que geralmente acontece quando há uma curvatura abrupta. “O membro não tem osso, claro, mas o termo ‘quebrar’ é usado devido à rigidez da ereção e também porque o homem sente como se realmente tivesse quebrado o órgão genial”, diz Marzano.

Quando isso acontece, o urologista da BP conta que o homem costuma escutar um estalo e, logo em seguida, perde a ereção. Isso acontece porque o corpo cavernoso do pênis rompe, algo que costuma causar uma dor intensa. Muitos homens deixam de procurar ajuda por vergonha de ir ao médico e contar o que aconteceu, mas a indicação é ir imediatamente ao pronto-socorro, caso contrário isso pode resultar em uma impotência permanente.

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“A definição do tratamento se dará após avaliação do tamanho da ruptura que ocorreu no pênis (através de um ultrassom). Se for pequena, o tratamento é clínico com observação e exames, já quando a ruptura é maior, devemos conduzir cirurgicamente, fechando o local com pontos”, finaliza Arêas.

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