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Um recente estudo encontrou um novo composto no esperma humano

Muito se estuda sobre os problemas que podem levar à infertilidade, e uma nova pesquisa sobre o esperma do homem pode explicar muita coisa. Os cientistas sempre souberam que um óvulo fertilizado, também conhecido como zigoto, requer dois centríolos para criar um feto, entretanto, acreditava-se que o espermatozoide tinha apenas um centríolo, que se duplicava no óvulo. Com a recente descoberta, tudo isso cai por terra.  

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Cientistas descobriram em recente estudo um composto no espermatozoide que pode explicar a questão da infertilidade
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Cientistas descobriram em recente estudo um composto no espermatozoide que pode explicar a questão da infertilidade


De acordo com um novo estudo publicado na revista “Nature Communications”, a novidade é que o espermatozoide , na verdade, possui dois centríolos. Essa recém-descoberta foi chamada de "centríolo atípico", e, para os pesquisadores, isso pode ajudar a explicar muitos dos problemas de fertilidade que ainda não têm resposta.

"Esta pesquisa é significativa porque anormalidades na formação e função do centríolo atípico podem ser a raiz da infertilidade de causa desconhecida em casais que não têm opções de tratamento disponíveis para eles", afirma Tomer Avidor-Reiss, professor do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. "Isso também pode ter relação com casos de aborto precoce e nos defeitos de desenvolvimento embrionário."

Como esse novo centríolo foi descoberto?

Para a pesquisa, a equipe usou microscópios avançados para estudar amostras do esperma humano obtidas em um banco de sêmen. Depois de várias análises, eles encontraram um novo centríolo que parecia diferente daquele que já conheciam.

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"Nós encontramos o centríolo usando técnicas de ponta e microscópios", informou Tomer em um comunicado a imprensa. A descoberta chamou atenção porque esse centríolo é completamente diferente do já conhecido em termos de estrutura e composição de proteínas."

Grande avanço

Ainda é muito cedo para dizer se é possível ou não relacionar a infertilidade a esse componente do esperma, mas a equipe envolvida na pesquisa acredita que essa descoberta é um grande avanço. Agora, pesquisas adicionais deverão ser feitas.

"Estamos trabalhando com o Departamento de Urologia do Centro Médico da Universidade de Toledo para estudar as implicações clínicas do centríolo atípico e descobrir se ele está associado a infertilidade e a que tipo de circunstância", explica Tomer.

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Até que a pesquisa forneça uma resposta mais definitiva, saiba que existem maneiras naturais de aumentar a fertilidade, como limitar o consumo de álcool, comer alimentos ricos em antioxidantes, como frutas vermelhas, e manter um peso saudável. Tudo isso pode ajudar a melhorar a saúde e também a de cada  espermatozoide .

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