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"Depois que vira pai, você percebe que a mãe, muitas vezes, precisa de apenas mais um dedo, uma mão ou um braço", comenta Leonardo

Patricia Munck Macedo e Leonardo Martinho Dobrianskyj são pais de primeira viagem . Luiz Gustavo, ou "pacotinho" como é carinhosamente chamado pela mãe, nasceu no dia dos namorados, em 12 de junho deste ano. Com o recém-nascido em casa, o casal logo viu a rotina mudar e o pai já soube que deveria ajudar (e muito) a mulher. 

Pais superam o preconceito e optam por ficar em casa para cuidar dos filhos

Leonardo e Patrícia são pais de Guga. Ele conta como ajudou a mulher nos primeiros dias do recém-nascido
Arquivo pessoal
Leonardo e Patrícia são pais de Guga. Ele conta como ajudou a mulher nos primeiros dias do recém-nascido


No primeiro momento de vida, o recém-nascido  precisa de atenção em tempo integral e, para Leonardo, essa tarefa foi divida com Patrícia. A mãe amamenta o bebê, mas o pai vira um suporte para todos os momentos, por exemplo.

"Depois que vira pai , você percebe que a mãe , muitas vezes, precisa de apenas mais um dedo, uma mão ou um braço", comenta Leonardo. "Ela está toda preparada para amamentar o Guga e percebe que esqueceu o paninho de boca dele em outro cômodo da casa. Enquanto isso, ele está lá, chorando no último volume. Nessa hora que esse dedo, mão ou braço a mais ajuda", explica. 

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Leonardo conseguiu ficar um tempo a mais em casa quando Guga nasceu. Pela lei, o trabalhador tem direito a cinco dias de licença-paternidade . Em casos de empresas que participam do programa Empresa Cidadã, do governo federal, esse prazo é de 20 dias . Leonardo conseguiu um acordo no trabalho para ficar os cinco dias e mais algumas folgas ao lado da família. "Minha maior preocupação era ficar o maior tempo possível com ele e funcionar como esse apoio para a Patrícia porque sabemos como é difícil para a mãe", lembra. 

Primeira troca, primeiro banho

O pai pode estar presente em todas as "primeiras vezes" do recém-nascido. Foi assim com o casal. Leonardo conta que deu o primeiro banho em Guga junto com a mulher, mas que também teve de lidar sozinho com uma outra situação: trocar a fralda

"Eu que fiz a primeira troca. Na verdade, foi uma aposta. Se o parto fosse normal, a Patrícia ficaria com essa parte. Se fosse cesária, seria comigo. E teve de ser cesárea...", explica o pai. "Tremi muito! Ele era ainda muito frágil e você fica com receio de conseguir cuidar sozinho de tudo. Até sabe o que fazer, mas para e pensa antes de cada movimento", detalha. A mãe de Leonardo o supervisinou neste momento e, segundo ele, aprovou o desempenho do filho. 

Patrícia teve de fazer cesárea e isso fez com que Leonardo tivesse de trocar a primeira fralda de Guga
Arquivo pessoal
Patrícia teve de fazer cesárea e isso fez com que Leonardo tivesse de trocar a primeira fralda de Guga


O primeiro banho do recém-nascido, apesar da companhia da mulher, não foi tão mais simples. "Tem que tomar cuidado com a cabeça, com a temperatura da água. Uma mão fica presa, segurando a criança. Aí perde o sabonete, tem que buscar a toalha. Quando olha para o bebê, a cabeça está tombada para o lado. Não foi fácil, mas sobrevivemos", diverte-se Leonardo. 

Parceria todos os dias

Patrícia também incentiva a relação de Leonardo com Guga. "Ele troca a fralda, coloca para arrotar e reveza muito comigo. E faço questão que ele fique com o Guga para curtir também. Tento dar banho à noite quando não está muito frio para ele participar", comenta. 

Leonardo curte essa divisão de tarefas e, mesmo de volta ao trabalho, tenta participar de todas essas etapas do pequeno. "Ainda tomo cuidado ao falar algumas coisas para a Paty. Eu me policio para não dizer coisas como: 'Ah, trabalhei o dia inteiro e não vou chegar tarde em casa e dar banho nele'. A gente decidiu juntos ter o filho e sabia que iria passar por isso. ela fica o dia todo com o Guga, vou chegar e ajudar". "Ele enrola um pouco, mas depois vai", brinca Patrícia. 

Relação pai e filho

Leonardo mostra como está criando um vínculo com o filho. Guga já se acostumou com os cuidados do pai. "Ele dorme muito mais fácil no colo dele do que no meu", conta Patrícia. Para manter essa rotina de proximidade, o casal ajustou alguns horário do pequeno. O bebê tem ido dormir um pouco mais tarde, por exemlo, assim pode ficar com o pai quando ele chega do trabalho. 

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Quando estão longe, a tecnologia aproxima a família . O pai fala que nem precisa perguntar como o pequeno está. A mãe o mantém informado de cada risadinha ou novidade ao longo do dia por mensagens no celular. 

Agora, Leonardo está em contagem regressiva. Terá mais 10 dias de folga para ficar com o filho, que nem é mais um recém-nascido. Guga já está com dois meses. "Meu plano é ficar o máximo de tempo possível com ele. Quero ficar o maior tempo que puder com ele no colo, vendo as reações, interagindo. Mas tenho que tomar cuidado para não mimar muito". 

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