Após ter de ajudar a esposa a dar à luz no estacionamento do hospital e no sofá da própria sala, Lee Brindle acabou se apaixonando pelo ofício e pensa em, no futuro, largar a construção civil para trazer bebês ao mundo

Por mais que os pais planejem a gestação e normalmente tenham tudo relativamente esquematizado para o momento do parto , há casos em que a natureza olha para esses planos e diz: “Hoje, não”. Foi o que aconteceu com o britânico Lee Brindle, que, por duas vezes, teve de atuar como parteira "de improviso" conforme a esposa, Samantha, deu à liz "antes da hora". 

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Após ter de bancar a parteira 'de improviso' por duas vezes, Lee Brindle pensa em mudar de carreira
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Após ter de bancar a parteira 'de improviso' por duas vezes, Lee Brindle pensa em mudar de carreira



Lee trabalha com construção civil e, quando chegou com Samantha ao hospital para que ela desse à luz a segunda filha do casal, não tinha experiência alguma com partos (além de ter presenciado o nascimento de seu primeiro filho, que ocorrera de forma natural em um hospital alguns anos antes). Apesar de já estarem no local, a mulher não conseguiu aguentar até eles serem atendidos e a pequena Alice resolveu nascer no estacionamento do hospital, deixando o pai sem opções a não ser atuar como parteira .

“Eu estava entrando em pânico, mas Lee estava calmo. Ele me ajudou a dar à luz e aí correu para buscar ajuda”, conta a esposa ao veículo britânico “The Sun”. Alguns anos depois, Samantha engravidou novamente e, após o susto, os dois tinham planos de sair mais cedo de casa quando ela começasse a sentir contrações. O planejamento, porém, não foi suficiente.

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Segundo Samantha, Lee saiu de casa para deixar as crianças com um vizinho conforme as dores começaram. Quando ele retornou (apenas alguns minutos depois), a mulher já sentia que o bebê estava para vir e pediu que ele chamasse uma ambulância. Ao ligar para a emergência, o operador começou a instruir Lee sobre o que ele deveria fazer e Samantha deu à luz com a ajuda do marido pela segunda vez.

Como se não bastasse o susto de precisar trazer a segunda criança ao mundo sem experiência na área, o desespero não acabou aí. Quando a cabeça de Rosie saiu, Lee notou que a pequena estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Conversando com o operador da emergência, o pai foi orientado a não puxar a bebê e apenas esperar para segurá-la quando ela saísse na próxima contração.

Segundo Lee, quando Rosie nasceu, ele mal parou para chegar se era um menino ou uma menina, apenas desenrolou o cordão umbilical do pescoço da bebê , aliviado por ouvi-la chorar pela primeira vez, e a embrulhou em toalhas para mantê-la quentinha. “Eu fiquei completamente chocado. Não apenas na hora, mas durante uns bons dias”, afirma ele, contando que a emergência chegou poucos minutos depois e que mamãe e bebê logo ficaram totalmente bem.

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“Parteira” de emergência ou para a vida?

Apesar de as experiências terem deixado os nervos de Lee à flor da pele, Lee passou, após o nascimento de Rosie, a cogitar virar um “parteiro”. “Parteiras fazem um trabalho brilhante dia após dia. Estou admirado. Precisamos de mais [parteiras] no Reino Unido e eu tenho paixão por isso, então estou pensando em mudar de carreira. Eu trouxe dois dos meus filhos ao mundo e, para ser qualificado, você precisa fazer 40 partos, então tenho só 38 pela frente”, brinca.

Samantha também apoia a ideia de o marido trabalhar nessa área. “Nós temos três crianças, então não é o momento ideal para ele desistir do trabalho e voltar a estudar, mas ele ser uma parteira incrível. Eu o fiz praticar bastante”, comenta a mulher.

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