Radioterapia mais rápida mantém eficácia e protege tecidos saudáveis
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Radioterapia mais rápida mantém eficácia e protege tecidos saudáveis

Um novo protocolo de radioterapia para câncer de próstata localizado mostrou que é possível reduzir o tempo de tratamento de oito semanas para apenas duas semanas e meia, sem perder eficácia nem segurança.

O estudo sueco acompanhou 1,2 mil homens por dez anos. Os resultados mostraram que a sobrevida e os efeitos colaterais urinários e intestinais foram semelhantes ao tratamento tradicional, que exige 39 sessões em oito semanas.

A nova abordagem concentra sete aplicações em duas semanas e meia, com doses mais altas e precisas diretamente no tumor, poupando tecidos saudáveis. Essa redução diminui o desgaste físico e emocional dos pacientes e também pode cortar custos com transporte e internação.

Após dez anos, a proporção de pacientes que não apresentaram retorno ou progressão da doença foi de 72% no grupo de radioterapia curta, contra 65% no grupo tradicional.

A sobrevida geral foi de 81% para radioterapia curta e 79% no grupo tradicional, e a mortalidade por câncer de próstata permaneceu em 4% em ambos os grupos. Já os efeitos colaterais foram leves a moderados, sem diferenças significativas.

Aplicar doses maiores em menos sessões não aumenta efeitos colaterais e garante controle duradouro da doença”, afirmou Camilla Thellenberg-Karlsson, da Universidade de Umeå, uma das autoras do estudo.

Benefícios para pacientes

Além de segura e eficaz, a radioterapia curta permite que os pacientes retomem sua rotina mais rapidamente.

Segundo Matthias Guckenberger, presidente da European Society for Radiotherapy & Oncology (ESTRO), “reduzir o tratamento para apenas duas semanas e meia é uma grande conquista para pacientes e sistemas de saúde”.

A técnica é mais precisa, atingindo apenas o tumor e protegendo órgãos próximos, como bexiga e reto, o que reduz complicações e melhora a qualidade de vida.


Prevenção e diagnóstico

O câncer de próstata é o mais frequente entre os homens depois do câncer de pele.  A doença costuma crescer de forma lenta, muitas vezes sem apresentar sintomas, mas pode evoluir rapidamente, espalhando-se para outros órgãos, situação conhecida como metástase .

Na fase inicial, sinais podem incluir dificuldade para urinar, jato fraco, demora em começar ou terminar a micção, necessidade de urinar com frequência e sangue na urina. No entanto, esses sintomas também podem ocorrer em doenças benignas da próstata, como hiperplasia benigna e prostatite. Por isso, diante de sinais e sintomas, é essencial realizar exames.

O diagnóstico envolve dois exames iniciais, o toque retal, em que o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, e o exame de sangue que mede o PSA (Antígeno Prostático Específico), proteína produzida pela glândula. Alterações em qualquer um deles indicam a necessidade de biópsia, que confirma a presença de células cancerígenas.

Fatores de risco incluem idade, coim risco maior após 55 anos, histórico familiar de câncer de próstata e sobrepeso ou obesidade. Já para a prevenção, recomenda-se alimentação rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, prática regular de atividade física, manutenção de peso saudável, não fumar e evitar o consumo de álcool.

No Brasil, estima-se que haja cerca de 71 mil novos casos por ano, com aproximadamente 16 mil mortes anuais, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Além da radioterapia, outras opções de tratamento incluem cirurgia, terapia hormonal, quimioterapia e acompanhamento ativo para casos de baixo risco.

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