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Wim Hof já bateu vários recordes por conta dessa habilidade e agora está sendo estudado, pois seus métodos podem ajudar no tratamento de doenças

O holandês Wim Hof está fazendo sucesso no Instagram por postar fotos em que fica bem à vontade com poucas peças de roupa em locais de frio extremo. O mais impressionante é que ele fica por longos períodos de tempo nessa situação. Conhecido como "The Iceman" (Homem do Gelo), ele já bateu vários recordes mundiais por conseguir controlar a temperatura do seu corpo ao ficar tão exposto ao frio.

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Wim Hof é chamado de
Reprodução/Instagram
Wim Hof é chamado de "Homem de Gelo" por conseguir suportar ficar exposto ao frio extremo


Você deve estar pensando como isso é possível. Hof acredita que suas habilidades foram desenvolvidas através de técnicas que ele mesmo criou envolvendo respiração e meditação. Essa justificativa deixou os pesquisadores da Universidade Estadual de Wayne curiosos e, por isso, eles resolveram fazer um estudo com o " Homem do Gelo " para entender como o método dele funciona e ainda pretendem ajuda-lo a resistir a temperaturas ainda mais baixas.

De acordo com informações do site americano “Men’s Health”, o estudo ocorreu no decorrer de três dias, usando exames de ressonância magnética funcional (fMRI) e  tomografia por emissão de pósitrons (PET). Os professores envolvidos na pesquisa, Otto Muzik e Vaibhav Diwadkar, explicaram que a técnica que Hof desenvolveu o permite gerar calor que se dissipa no tecido pulmonar e aquece o sangue circulante nos capilares pulmonares.

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Efeitos positivos no corpo e na mente

O estudo também mostrou que esse método utilizado pelo holandês para suportar o frio pode ter outros efeitos positivos no corpo, podendo ajudar a controlar o humor e reduzir a ansiedade. “A técnica ​​pode levar a mudanças tônicas em mecanismos autônomos do cérebro”, afirma Diwadkar. Isso significa que é possível gerenciar condições médicas que vão desde doenças do sistema imunológico até condições psiquiátricas mais intrigantes, como transtornos de humor e ansiedade.

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A universidade espera iniciar novos estudos para avaliar a eficácia desse método quando usado em tratamentos de saúde mental. “Não é errado pensar que o que praticamos [no dia a dia] pode mudar nossa fisiologia”, relata Muzik. “O objetivo de nossa pesquisa é verificar os mecanismos subjacentes a essas mudanças usando análises objetivas e científicas e avaliar sua relevância para a medicina”, acrescenta.

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O segredo de tudo isso está na técnica e no controle corporal e não no frio extremo, portanto não é aconselhável tentar fazer algo semelhante do Homem do Gelo – sem cuidados, o resultado pode ser desastroso, mesmo Hof provando que nosso corpo consegue se adaptar e superar desafios.

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