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"Fazer quimioterapia é difícil, mas a pior parte [do câncer] foi não ter intimidade com minha esposa", diz o pai britânico; veja detalhes do caso

Craig Fountain, um britânico de 32 anos, foi diagnosticado com câncer no intestino em setembro de 2018. A descoberta veio quatro meses antes do nascimento de sua segunda filha com a esposa, Elisabeth, de 29 anos, e ele teve de recorrer à quimioterapia. Foi aí que vieram consequências inesperadas para este pai : ele tornou-se "tóxico" e não pode beijar ou ter relações sexuais com a mulher durante o tratamento.

Pai de duas filhas pequenas, Craig Fountain não pode beijar ou fazer sexo com a esposa durante a quimioterapia
Reprodução/Metro UK
Pai de duas filhas pequenas, Craig Fountain não pode beijar ou fazer sexo com a esposa durante a quimioterapia

A abstenção do pai  durou de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, o tempo necessário para completar o tratamento - o qual começou seis semanas após uma colostomia parcial, a cirurgia feita para remover a parte do intestino grosso que estava afetada pelo câncer.

Segundo o jornal inglês Metro , ficar sem  beijos e relações sexuais foram medidas recomendadas pelo oncologista do rapaz como uma forma de evitar que ele contaminasse sua esposa e o feto com as medicações utilizadas no tratamento.

Isso fez com que, durante a quimioterapia , Craig passasse por grandes dificuldades. "Eu sentia como se de repente houvesse uma barreira entre a Elisabeth e eu, como se estivéssemos num relacionamento à distância", afirmou.

Para o marido, essa foi a pior parte do tratamento, principalmente porque ele e a esposa formam um casal bastante carinhoso. "Fazer quimioterapia é difícil, mas a pior parte [do câncer] foi não ter intimidade com minha esposa", disse.

Craig também revelou que o medo de deixar Elisabeth sozinha com duas filhas foi uma motivação importante para superar a doença. "Eu sabia que teria de ser forte e fazer o que fosse preciso para sobreviver", completou.

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Pai fala da emoção do primeiro beijo após a quimio

Somente após um mês do final do tratamento, pai e filha puderam completar a formação de um laço afetivo inabalável
Reprodução/Metro UK
Somente após um mês do final do tratamento, pai e filha puderam completar a formação de um laço afetivo inabalável

Como resultado de todo esse processo, ele precisou esperar pelo fim da quimioterapia, em 24 de fevereiro, para finalmente voltar à sua rotina afetiva normal. Também só foi depois desse tempo que ele pode dar beijos de boas vindas na recém-nascida Lottie, que veio ao mundo cerca de um mês antes - formando assim o tão desejado laço afetivo com a pequena.

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A espera, no entanto, não o frustrou. "A primeira vez em que eu consegui dar um beijo nela foi tão incrível e comovente que me mostrou que vale a pena esperar por algumas coisas", celebrou Craig, que agora pode se dedicar integralmente a ser um bom pai para as suas filhas, e um bom marido para sua esposa.

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